quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS VÍRUS

CARACTERISTICAS GERAIS DE UM VÍRUS

1) PATOGENICIDADE
AGENTE PATOGÊNICO (CAUSA DOENÇA) E PARASITA INTRACELULAR OBRIGATÓRIO (POIS DEPENDEM DE UMA CÉLULA VIVA PARA SE REPRODUZIR).

2) COMPOSIÇÃO QUÍMICA
CAPSÍDIO (ou cápside): CAPA PROTETORA DE PROTEÍNAS
E ÁCIDOS NUCLÉICOS: DNA OU RNA.

3) ACELULAR (SEM ORGANIZAÇÃO CELULAR) 
SEM CÉLULAS, SEM METABOLISMO, SEM MOVIMENTO, SÃO INCAPAZES DE CRESCER EM TAMANHO E DE SE DIVIDIR POR CONTA PRÓPRIA.
ESQUEMA DE DOIS VÍRIONS
(A) VÍRUS NÃO ENVELOPADO E (B) VÍRUS ENVELOPADO

 FORMAS COMUNS EM VÍRUS 
(ADENOVÍRUS TEM A FORMA DE ICOSAEDRO)
 
FOTOGRAFIA ELETRÔNICA DE VARREDURA DE UM VÍRUS DE AVE
TIPOS DE VÍRUS DE DNA

VÍRUS H5N1 INFLUENZA A

VÍRUS DO MOSAICO DO TABACO

VÍRUS DE RNA 
FOTO MOSTRANDO UM VÍRUS BACTERIÓFAGO E SEU DNA 
QUE SE DESENROLOU E SAIU DO CAPSÍDIO (OBSERVE O TAMANHO DA MOLÉCULA DE DNA QUE ESTAVA NO INTERIOR DO CAPSÍDIO)

FOTOGRAFIA ELETRÔNICA DE VARREDURA DE UM ADENOVÍRUS E SEU ESQUEMA ESTRUTURAL

CLASSIFICAÇÃO DOS VÍRUS 

VÍRUS E SUAS INFECÇÕES VIRAIS

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS VÍRUS

Abaixo estão alguns artigos relevantes para o estudo dos vírus. Neles voce vai encontrar desde os primeiros estudos sobre essas entidades biológicas, bem como o a emergência viral no mundo, alem do tamanho comparativos dos vírus e sua importância tanto para a evolução e para a saúde humana. Além disso vai saber se os vírus são seres vivos ou não. Boa leitura.

A HISTÓRIA DOS VÍRUS




 



APARECIMENTO DE VIROSES 
EM POPULAÇÕES HUMANAS

O TAMANHO DOS VÍRUS 







OS VÍRUS SÃO SERES VIVOS?






VÍRUS: AMEAÇA CONSTANTE






DEPOIS DE UMA INFECÇÃO VIRAL 






NOVIDADES EM VIROLOGIA


UM NOVO MEDICAMENTO CONTRA A GRIPE
 

Um novo remédio para a gripe promete ser eficaz contra diferentes variações do vírus influenza, inclusive aqueles tipos que são resistentes a medicamentos. Desenvolvido por pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica e outras instituições no Canadá, na Austrália e no Reino Unido, o medicamento foi descrito em um artigo publicado no periódico Science Express. A droga foi eficaz contra uma variação letal do influenza em camundongos e conseguiu impedir a morte de todos os animais infectados. Segundo a pesquisa, o medicamento agiu no organismo evitando que o vírus se espalhasse pelas células do organismo, retendo assim a infecção.



O vírus da gripe possui em sua superfície uma proteína específica que se conecta ao ácido siálico, presente nas células humanas. Assim, ele consegue penetrar na célula e replicar seu material genético. Uma vez que a célula está infectada, o vírus quebra sua ligação (através de uma enzima denominada neuraminidase) e parte para repetir o mesmo processo, infectando outras células. O medicamento estudado possui uma substância (de um grupo denominado DFSA) que se conecta ao ácido da célula humana e impede que o vírus rompa a ligação com a primeira célula. Dessa forma, o vírus fica "preso" à célula que infectou, sem poder atingir novas células.



Avanço — De acordo com Steve Withers, integrante do grupo de pesquisadores, outros medicamentos já existentes têm como alvo a mesma enzima, mas esse novo remédio é mais estável. Além disso, o remédio se mostrou eficaz contra tipos do vírus que são, normalmente, resistentes a alguns medicamentos. Withers explica que isso acontece porque a substância presente nessa nova droga é muito mais semelhante ao ácido siálico do que as anteriores. Assim, o vírus não consegue diferenciar o que é a célula humana e o que é o medicamento, e acaba ficando preso a ele.



De acordo com o pesquisador, o remédio tem duas vantagens em relação à vacina: ele é mais rápido de se produzir e funciona contra diversos tipos de vírus. O próximo passo será um teste com furões. Para Withers, será preciso colher mais dados antes de tentar partir para testes em humanos.



Gripe — Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gripe afeta de três a cinco milhões de pessoas em todo o mundo anualmente, causando de 250.000 a 500.000 mortes. Em anos de pandemia, esse número pode aumentar para milhões. “Um dos principais desafios do tratamento da gripe, atualmente, é que novas variações do vírus estão se tornando resistentes a medicamentos, nos deixado vulneráveis a uma pandemia”, diz Withers.

REFERÊNCIA DA REPORTAGEM

Conheça a pesquisa



TÍTULO ORIGINAL:



ONDE FOI DIVULGADA: 
periódico Science Express


AUTORES: 
Jin-Hyo Kim, Ricardo Resende, Tom Wennekes, Hong-Ming Chen, Nicole Bance, Sabrina Buchini, Andrew G. Watts, Pat Pilling, Victor A. Streltsov, Martin Petric e Stephen G. Withers

INSTITUIÇÃO: 
Universidade da Colúmbia Britânica, Canadá.

RESULTADO: 
Testado em camundongos com uma variação letal do vírus, o medicamento evitou a morte de todos os animais.





EMERGÊNCIAS VIRAIS 

O Zika vírus é uma arbovirose (arthropod borne virus) transmitida pela picada do mosquito vetor Aedes aegypti. Este mesmo mosquito pode transmitir também o vírus da Dengue, da Febre Chikungunya e da Febre amarela. A doença apresenta sintomas como dores de cabeça, febre, mal-estar, artralgia, dentre outros. Geralmente são sintomas autolimitados de curta duração (3-7 dias) e podem ser confundidos com outras infecções como Dengue e Chikungunya. O diagnóstico laboratorial de ZIKAV baseia-se principalmente na detecção de RNA viral a partir de espécimes clínicos, pois ainda não há testes sorológicos comerciais disponíveis. O primeiro isolamento do vírus foi reportado em abril de 1947 em amostras de soros de macacos Rhesus e posteriormente em um lot de A. africanus em 1948 por G.W.A. DICK em Londres. O vírus recebeu o nome de Zika vírus devido ao local onde foi encontrado pela primeira vez que foi na Floresta Zika em Uganda.  Recentemente, foi registrado um surto na Polinésia Francesa, durante o qual foi também verificado um aumento de problemas neurológicos e malformações especialmente em membros inferiores em recém-nascidos.Abaixo encontra-se a possível estrutura do ZIKV.
Estrutura do ZIKV mostrando as proteínas de reconhecimento e adesão celular. 
(fonte: http://nomeiodaterra.com/pt/2015/07/entendendo-a-febre-por-zika-virus/).

A microcefalia caracteriza-se por uma má-formação congênita no desenvolvimento do cérebro (perímetro cefálico menor que 32 - 36 cm) decorrente de diversos fatores, tais como agentes biológicos e substâncias químicas. Nos casos ocorridos recentemente, as gestantes cujos bebês desenvolveram a microcefalia geralmente apresentaram sintomatologia da infecção por Zika virus no primeiro trimestre de gravidez. Já existe relato da detecção do vírus em amostras de tecido e sangue de uma recém-nascida no Pará portadora da má-formação congênita. Os resultados desses exames foram disponibilizados pelo Instituto Evandro Chagas, órgão do ministério da saúde em Belém (PA). A partir das análises realizadas na recém-nascida, que veio a óbito, o Ministério da Saúde confirmou a relação do vírus com a microcefalia.
O combate ao mosquito vetor é a principal medida de prevenção contra a infecção pelo vírus. Nichos de água parada, tais como, latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos, dentre outros devem ser urgentemente e sistematicamente verificados. Além disso, a utilização de repelentes, telas de proteção, mosquiteiros e roupas compridas ajuda a prevenir o contato com o mosquito transmissor e são medidas indicadas pelo Ministério da Saúde, particularmente para gestantes.

A tabela a seguir mostra as doenças virais mais importantes transmitidas pelo mosquito Aedes aegyti, no Brasil.

Doença
Vírus
Origem
Vetor
Dengue
DENV - flavivirus
Malásia (primatas)
Aedes aegypti
Febre amarela
YFV - flavivirus
África (primatas)
Aedes aegypti
Chikungunia
CHIKV - togaviride
Ásia e África
Aedes aegypti
Zika
ZIKV – flavivirus
Uganda – Floresta Zika
Aedes aegypti





Bibliografia                  

DICK, G.W.A.; KTCHEN, S.F.; HADDOW, A.J. Comunication: Zika Vírus: Isolation and Serological Specificity. Transactions Of The Royal Society Of Tropical Medicine And Hygiene, New York, v. 46, n. 5, p.509-520, set. 1952.

Maria S. C. Lobo et al..Serviço de Epdemiologia e Avaliação (SEAV). Seção de epidemiologia e estatística (SEE). Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF). Informes epidemiológicos, número 27, Unidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Junho/2015.

Nota técnica sobre Zika vírus (ZIKV). Surto de Doença Exantemática na Bahia. Secretaria de Saúde de Minas Gerais, Subsecretaria de Vigilância e Proteção à Saúde, Superintendência de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e Saúde do Trabalhador, Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Minas Gerais (CIEVS MINAS).


OLIVEIRA, W.K..Zika virus: Informações sobre a doença e investigação de síndrome exantemática no Nordeste. Coordenação Geral de Vigilância e Resposta às Emergências de Saúde Pública. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Secretaria de Vigilância em Saúde.
http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/197-secretaria-svs/20799-microcefalia

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/11/1707673-governo-diz-que-ligacao-entre-zika-e-microcefalia-e-altamente-provavel.shtml

http://laboratoriomultilab.com.br/microcefalia-especialista-tira-duvidas-sobre-relacao-da-doenca-com-o-zika-virus/

http://www.sbi.org.br/noticias/95


http://www.scientificamerican.com/article/what-s-behind-brazil-s-alarming-surge-in-babies-born-with-small-heads/





REFERÊNCIAS (blog)





Scien. Amer. VÍRUS: Inimigos Úteis. Ed. Especial. n.:28. Pinheiros/SP Ediouro/Duetto Editorial.(s/d). 










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