quinta-feira, 12 de março de 2015

FORMAS MAIS COMUNS DAS BACTÉRIAS

FORMAS MAIS COMUNS ENCONTRADAS EM BACTÉRIAS
(Fonte: Google images)


 FORMA DE BACILO 


 FORMA ESFÉRICA
 FORMA DE FILAMENTOS: ESTREPTOBACILO
FORMA DE ESPIRILO
 FORMA ONDULADA: ESPIROQUETA
FORMA COLONIAL: ESTAFILOCOCOS
FORMA DE ESTRELA: gênero Stella sp

 FORMA VÍRGULA: VIBRIÃO





Células procariotas e células eucariotas:
uma comparação





Bibliografia

CLASSIFICAÇÃO DAS BACTERIAS QUANTO A NUTRIÇÃO

CLASSIFICAÇÃO DAS BACTÉRIAS QUANTO A NUTRIÇÃO E RESPIRAÇÃO



Fonte: Gentile, Paola. Como ensinar microbiologia com ou sem laboratório. Revista Escola, pág. 40-43. Junho/Julho, 2005.


REINO MONERA - HISTÓRICO

HISTÓRIA DO REINO MONERA


As bactérias foram descobertas por Anton van Leeuwenhoek em 1683. Leeuwenhoek era um negociante holandês de tecidos, que tinha como passatempo polir lentes e construir microscópios. 
Com um desses aparelhos ele observou resíduos retirados de seus próprios dentes e, para sua surpresa, viu seres minúsculos em forma de bastonetes. Ele também observou seres microscópicos semelhantes em muitos outros materiais (água parada, gota de água sobre plantas, no vinagre, no queijo etc.). 
Em suas descrições, ele refere-se a esses seres microscópicos como "animálculos", que em latim, significa pequenos animais. 
O interessante foi que ele anotou tudo que observava deixando assim, para posteridade todas as suas observações sobre esse micromundo que ele descobriu.

BACTÉRIA

A palavra bacterium foi introduzida pelo microbiologista alemão C.G. Ehrenberg, em 1828, que foi buscar na língua grega, a palavra  βακτηριον (bakterion) que significa "pequeno bastão" (referindo-se às bactérias que tinham essa forma).

Louis Pasteur e Robert Koch foram os primeiros cientistas a descrever o papel das bactérias como vetores de várias doenças. O médico alemão Robert Koch identificou em 1877 a bactéria causadora de uma doença do gado chamada carbúnculo hemático ou antraz (Bacillus anthracis). Essa doença é altamente virulenta e letal (tanto para o gado como para o  homem).

Todas as bactérias são organismos unicelulares, procariontes (não possuem envoltório nuclear (carioteca), nem organelas membranosas), algumas possuem flagelos (em número variavel).
Podem ser encontrados na forma isolada ou  formando colônias, apresentam nutrição autotrórica e heterotrófica (decompositores e patogênicos), podendo viver na presença de oxigênio (aeróbias), na ausência de oxigênio (anaeróbias), ou ainda serem anaeróbias facultativas i.e., podem viver com ou sem oxigênio.

Pertencem ao Domínio Bacteria (que inclui as eubactérias e as archeias).  Como já estudamos anteriormente as bactérias são os organismos mais antigos em nosso planeta, e seus vestígios podem ser encontrados em rochas com 3,8 bilhões de anos, especialmente na Austrália, (continente de Pilbara – pólo norte australiano). 


ESTROMATÓLITOS 

Estruturas orgânicas sedimentares formada pelo aprisionamento, ligação e ou precipitação de minerais por microorganismos; os estromatólitos são rochas formadas por um tapete de bactérias (com consistencia de limo verde) produzido por microorganismos as cianobactérias, no fundo dos mares rasos, que se acumularam camada após camadas até formar uma espécie de estrutura semelhante a uma rocha ou recife.

Os estromatólitos, por serem formados pelos primeiros organismos a realizar a fotossíntese, são responsáveis pela produção do oxigênio, tornando a atmosfera terrestre rica em oxigênio.

Assim, a atmosfera em nosso planeta tornou-se respirável. Esse acúmulo de oxigênio iniciou-se a cerca de 3,8 bilhões de anos com o surgimento das bactérias autotróficas fotossintetizantes. A medida que foi se acumulando o oxigênio na atmosfera terrestre, formou-se a camada de ozônio, que barra a penetração da maior parte dos raios UV-B, o que possibilitou o aparecimento de muitos outros organismos entre eles os eucariotos.


 Nostoc spp (cianobactéria)


 Oscillatoria spp (cianobactéria)

 Anabaena sperica (cianobactéria)

Anabaena spp (cianobactéria)

Anabaena cylindrica (cianobactéria)

Anabaena sperica (cianobactéria)

Anabaena sphaerica Cianobactéria
 
Cianobactérias são organismos aquáticos procariotos fotossintéticos, i.e., eles podem viver na água e produzir seu próprio alimento e apresentam nucleóide, e como todas as outras bactérias são muito pequenas e unicelulares. Freqüentemente crescem em colônias, grande o bastante para ver.  Eles são considerados os mais antigos seres vivos em nosso planeta, e os mais antigos fósseis conhecidos (3,5 bilhões de anos). As cianobactérias ainda vivem ao nosso redor, elas são os maiores e mais importante grupos de bactérias na Terra. Quando uma colônia de cianobactéria cresce forma um estromatólito, que é uma rocha formada por tapete de calcário produzido pelas células bacterianas da colônia, no fundo de mares rasos ou lagos salgados. 
O acúmulo de carbonatos (calcita, calcita magnesiana e dolomita) forma uma estrutura semelhante a um domo sobre uma coluna parecendo um a um recife.




Estromatólitos


 ESTROMATÓLITOS NO BRASIL

A Lagoa Salgada (uma laguna hipersalina), que ocupa uma área de cerca de 16 km2  localizada na região norte do estado do Rio de Janeiro, no litoral do município de Campos, próximo ao Cabo do São Tome, abriga as únicas ocorrências de estromatólitos carbonáticos colunares , domais , estratiformes , trombólitos e oncólitos da idade holocênica do Brasil, e provavelmente de toda a América do Sul. 
Os estromatólitos ocorrem em toda a extensão das bordas da lagoa, sobrepostos às areias marinhas, recobertos por solo ou submersos em períodos de cheia. Não foram encontrados estromatólitos no fundo da lagoa. Eles variam em espessura, ocorrendo como pequenos (cabeços), massivos biohermas e estromatólitos laterais contínuos. Apresentam estruturas colunares discretas na base, que se unem lateralmente em lâminas irregulares, resultando em superfície, uma forma dômica. A superfície externa dos estromatólitos é cimentados por calcita, calcita magnesiana e dolomita. Investigações ficológicas das amostras de água superficial da lagoa, esteiras microbianas e estromatólitos estratiformes demonstraram a ocorrência de dezenove espécies de cianofíceas pertencentes às famílias:
Chroococaceae, Dermocarapaceae, Entophysalidaceae, Hydrococcaceaeae, Mycroccystaceae, Oscillatoriaceae, Pleurocapsaceae, Rivulariaceae e Xenococcaseae, além de clorofíceas e crisofíceas.

Muitas dessas cianofíceas suportam alta salinidade , pH alcalino, temperaturas elevadas e baixo teor de oxigênio e estão eventualmente participando na formação destes estromatólitos recentes na Lagoa Salgada. 
A idade máxima de estromatólitos ainda em crescimento, calculada na base de datações das conchas da espécie Anomalicardia em sedimentos associados, é de 3780 ± 170 anos AP.





Bibliografia

Katz, Sandor Ellix. A ARTE DA FERMENTAÇÃO. São Paulo, Edições Tapioca, SESI-SP editora, 2014.

Narendra K. S.(1999) LAGOA SALGADA (RIO DE JANEIRO)  ESTROMATÓLITOS RECENTES.
in: http://vsites.unb.br/ig/sigep/sitio041/sitio041.htm

http://vsites.unb.br/ig/sigep/sitio041/sitio041.htm




ESTROMATÓLITOS - VESTIGIOS DAS PRIMEIRAS FORMAS DE VIDA CELULAR NA TERRA

ESTROMATÓLITOS (AUSTRÁLIA)



O QUE SÃO ESTROMATÓLITOS?
COMO SE FORMARAM?
COMO FOI FORMADA NOSSA ATMOSFERA (ATUAL)?
QUE FUNÇÕES DESEMPENHAM ESSES ORGANISMOS NO MEIO AMBIENTE?




REFERÊNCIAS



CARACTERÍSTICAS DOS ORGANISMOS DO REINO MONERA

REINO MONERA
CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BACTÉRIAS


INTRODUÇÃO



Bactéria do grego:  βακτηριον = bakterion: bastão, compreende um grupo de organismos procariotos, unicelulares, sem organelas delimitadas por membranas e sem carioteca (envoltório nuclear) que pertence ao domínio Bacteria. Atualmente estão colocadas no reino: Monera.
Com relação ao tamanho são geralmente microscópicas ou sub-microscópicas, podendo serem visualizadas apenas através de microscopia eletrônica. Apresentam dimensões entre: 0,2 µm (micrômetro) por ex. micoplasma, até 30 µm em espiroquetas.
Segundo a classificação dos 5 reinos proposta por Robert Whittaker (1969), as bactérias constituem o reino Monera junto com as algas azuis ou cianofíceas (cianobactérias). Todavia, a classificação proposta por Thomas Cavalier-Smith apresenta apenas dois dominios que são: Prokarya que compreende as Bacteria e as Arcaea e os Eukarya que compreende todos os demais organismos vivos do planeta.

Estilo de vida: as actérias são os organismos mais antigos em nosso planeta e seus vestígios são encontrados em rochas com 3,8 bilhões de anos (província de Pilbara, crato Australiano), apresentam diversas formas corporais como por exemplo: cocos, bacilos, espirilos etc. e  podem ser encontradas na forma isolada ou em colônias; podem viver na ausência de oxigênio (anaeróbias) ou na presença de oxigênio (aeróbias) ou ainda podem sobreviver em ambientes com ou sem oxigênio (anaeróbicas facultativas); podem ser autotróficas (fotossintetizantes ou quimiossintetizantes) ou heterotróficas (decompositoras). Por essas e outras características notáveis as bactérias são os organismos mais bem sucedidos do planeta Terra, e muito provavelmente deram origem a todos os outros organismos vivos ao longo da evolução. 
Seu número excedo o  número de todos os organismos do planeta e em nosso intestino há uma quantidade de bactérias superior ao número de células em nosso corpo.


CARACTERÍSTICAS


1. ORGANISMOS UNICELULARES 

AS BACTÉRIAS APRESENTAM-SE CONSTITUÍDAS DE APENAS UMA ÚNICA CÉLULA EMBORA POSSAM FORMAR COLÔNIAS DE MILHARES DE INDIVÍDUOS.

2. PROCARIOTOS
 
NÃO APRESENTAM NÚCLEO, APENAS UMA ESTRUTURA CHAMADA NUCLEÓIDE (DNA BACTERIANO LIGADO AO MESOSSOMO), SEM CARIOTECA (OU MEMBRANA NUCLEAR) SEU MATERIAL GENÉTICO FICA DIRETAMENTE EM CONTATO COM O CITOPLASMA DA CÉLULA.

3. ESTRUTURA BÁSICA

CÁPSULA BACTERIANA, PAREDE CELULAR, MEMBRANA PLASMÁTICA, CITOPLASMA, RIBOSSOMOS, DNA, RNA E FLAGELOS.

4. CÁPSULA BACTERIANA 

GERALMENTE CONTÉM GLICOPROTEÍNAS (PROTEÍNAS LIGADOS A AÇÚCARES) E UM GRANDE NÚMERO DE POLISSACARÍDEOS (AÇÚCARES) POLIPEPTÍDIOS (PROTEÍNAS).A CÁPSULA PERMITE É UMA CAMADA PROTETORA RESISTENTE À FAGOCITOSE POR CÉLULAS DO SISTEMA IMUNOLÓGICO. TAMBÉM É UTILIZADA COMO DEPÓSITO DE ALIMENTOS E COMO LUGAR DE ELIMINAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS DO METABOLISMO BACTERIANO. PROTEGE CONTRA A DESIDRATAÇÃO POIS POSSUI GRANDE QUANTIDADE DE ÁGUA.

5. PAREDE CELULAR DE PEPTIDIOGLICANO

AÇÚCARES MODIFICADOS LIGADOS A PROTEINAS QUE ENVOLVEM A MEMBRANA PLASMÁTICA. FUNÇÃO: PROTEÇÃO.

PAREDE CELULAR DE UMA BACTÉRIA MYCOBACTERUM SP.
(Fonte: modificado da Wikipedia)


6. NUTRIÇÃO 

HETEROTRÓFICA E AUTOTRÓFICA (veja o esquema)


As bactérias decompositoras não decompõem somente corpos ou carcaças de organismos vivos, mas também dejetos e secreções como urina, fezes são processados por bactérias. Estes organismos degradam a matéria orgânica em moléculas simples que são liberadas no ambiente e podem ser novamente utilizadas por outros seres vivos.


7. BACTÉRIAS DE INTERESSE INDUSTRIAL:

Xanthomonas campestris
Secretam polissacarídeos chamado xantana (goma usada na industria alimentícia) e também é capaz de causar doenças em plantas.
Azotobacter sp: 
Fixa nitrogênio não simbioticamente, cresce numa variedade de carboidratos, álcoois e ácidos orgânicos. 

Mycobacterium tuberculosis, Mycobacterium leprae
Causam doenças em animais como por exemplo a Tuberculose e lepra (respectivamente)

Propionibacterium freudenreichii
Utilizada na produção de vitamina B12, e ácido propiônico. 

Bacillus thuringiensis
Utilizada na produção de bioinseticida. 

Leuconoctoc mesenteroides, Lactobacillus brevis, Lactobacillus plantarum: Responsáveis pela fermentação do chucrute, picles e azeitonas.

Nódulos de Rhizobium spp nas raízes de uma leguminosa
(fonte da figura: internet)

8. GRANDES DIVISÕES DAS BACTÉRIAS

AS BACTERIAS SÃO COSTUMEIRAMENTE DIVIDIDAS EM DOIS GRANDES GRUPOS, EMBORA EXISTAM OUTRAS DIVISÕES PROPOSTAS, ADOTAREMOS UMA SIMPLES QUE SEPARA-AS EM EUBACTÉRIAS E ARQUEOBACTÉRIAS.
NO QUADRO ABAIXO ESTÃOS ESSES DOIS GRUPOS E ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DOS MESMOS. 

(Modificado de diversos autores)





REFERÊNCIAS









segunda-feira, 9 de março de 2015

TAXONOMIA E HISTÓRIA DA CLASSIFICAÇÃO

Taxonomia e Biobiversidade


Biodiversidade ou Diversidade biológica refere-se à variedade (quantidade de tipos diferentes, número de designs, ou padrões) apresentados pelos organismos vivos no planeta Terra. Incluindo aí a variedade genética (variabilidade gênica) dentro das populações, o número de espécies nos ecossistemas, a variedade de espécies da flora, da fauna e de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, habitats e ecossistemas formados pelos organismos.
Biodiversidade refere-se tanto ao número (riqueza) de diferentes categorias biológicas quanto à abundância relativa (eqüitabilidade) dessas categorias; e inclui variabilidade ao nível local (alfa diversidade), complementaridade biológica entre habitats (beta diversidade) e variabilidade entre paisagens (gama diversidade). Biodiversidade inclui, assim, a totalidade dos recursos vivos, ou biológicos existentes num habitat.

O termo diversidade biológica foi criado por Thomas Lovejoy em 1980, ao passo que a palavra Biodiversidade foi usada pela primeira vez pelo entomologista Edward O. Wilson em 1986, num relatório apresentado ao primeiro Fórum Americano sobre a diversidade biológica, organizado pelo Conselho Nacional de Pesquisas dos EUA (National Research Council, NRC). A palavra "Biodiversidade" foi sugerida a Wilson pelo pessoal do NRC a fim de substituir diversidade biológica, expressão considerada menos eficaz em termos de comunicação.
Não há uma definição consensual de Biodiversidade. Uma definição é: "medida da diversidade relativa entre organismos presentes em diferentes ecossistemas". Esta definição inclui diversidade dentro da espécie, entre espécies e diversidade comparativa entre ecossistemas.
Outra definição, mais desafiante, é "totalidade dos genes, espécies e ecossistemas de uma região".
Esta definição unifica os três níveis tradicionais de diversidade entre seres vivos: diversidade genética - diversidade dos genes em uma espécie.
Diversidade de espécies - diversidade entre espécies dentro de um habitat.
diversidade de ecossistemas - diversidade em um nível mais alto de organização, incluindo todos os níveis de variação desde o genético.
Para organizar a biodiversidade são necessário critérios e o primeiro e mais importante é dado pela nomenclatura biológica.
Sistemática ou Taxonomia é a ciência da identificação, que visa à identificar e descrever as espécies.


História da classificação




Platão e Aristóteles (sec. IV a.C.)

A categorização clássica tem sua origem em Platão, que, em seu diálogo “Político”, introduziu a idéia de agrupar objetos baseados na semelhança de suas propriedades.

O termo categoria (do grego: Κατηγοριαι), foi empregado pela primeira vez em um contexto filosófico por Aristóteles, em seu tratado “Categorias”, em que analisa a diferença entre classes e objetos, aprofundando e sistematizando o esquema de classificação proposto por Platão. 
         
Aristóteles aplicou esse esquema de categorização em sua obra filosófica e científica do conhecimento, e em sua  classificação natural de plantas e animais.


Aristóteles de Estagira (384 a.C. - 322 a.C)

Em sua obra “Organon”, no primeiro livro chamado “Categorias”,  Aristóteles define 5 categorias que descrevem o modo como a realidade é compreendia por nós humanos.

 Gênero - Espécie  -  Diferença  -  Propriedade  -  Acidente

Classificou todos os organismos vivos conhecidos em Animais, Vegetais e Minerais. Os animais eram, por sua vez foram subdividibos em de acordo com o meio em que se moviam (terra, água e ar).

Critério usado por Aristóteles: Critério Ambiental 


Porfírio de Tiro ? (c. 232- c. 304) 


Filósofo neoplatônico. Em sua obra “Isagoge = εσαγωγή, eisagogé = “introdução” (traduzida para o latin por Boécio como “Introductio in Praedicamenta” um comentário à obra Categorias de Aristóteles).

Neste livro é apresentada a “Árvore de Porfírio”, onde sugere que os conceitos se subordinam, passando do mais geral e mais extensos, até chegar ao menos Extensos ou particulares. Sua contribuição foi no sentido de organizar os conceitos mostrando que uns estariam subordinados a outros mais gerais.
 
 
Teofrasto de Eressos  (370 a.C. 286 a.C.) 

Teofrasto foi aluno (discípulo) de Aristóteles. Escreveu uma extensa obra onde classificava todas as plantas conhecidas na época. 
Sua obra chamava-se: “Historia plantarum” (História das plantas), em nove volumes e “De causis plantarum” (Sobre as causas das plantas), em seis volumes.

Estudou 500 espécies e variedades de plantas; discutiu a seiva das plantas, as ervas medicinais e os tipos de madeira e criou termos técnicos (por ex. pericarpion (pericarpo) parte do fruto que envolve a semente. 

Classificou as plantas em:

Ervas
Subarbustos
Arbustos
Arvoretas
Árvores


Carl von Linné
Latinizado: Carolus Linnaeus (1707 -1778)

Foi botânico, zoólogo, médico e naturalista sueco, estudou medicina na Universidade de Lund e Uppsala onde veio a lecionar. De seus estudos com plantas escreveu em 1735 sua obra mais importante "Systema naturae", onde lançou as bases para a classificação atual dos seres vivos. Nessa obra ele criou as categorias sistemáticas principais.

Categorias sistemáticas


Reino
Filo
Classe
Ordem 
Família
Gênero
Espécie

CRITÉRIO

Classificação baseada na semelhança de características morfológicas, fisiológicas, anatômicas e bioquímicas.

ESPÉCIE (CONCEITO)

Grupo de indivíduos semelhantes
(no nível morfológico e funcional, e bioquímico); 
idêntico cariótipo (mesmo número cromossômico) 
que vivem numa mesma área geográfica,
capazes de reprodução (cruzam-se) entre si, 
originando descendentes férteis, 
e que estão isoladas reprodutivamente de outros grupos.




As categorias que foram propostas por Linnaues, são em número de sete e iniciando pela categoria mais abrangente ou mais geral ou de maior diversidade seguiremos até a categoria de menor abrangência, de menor diversidade ou mais restrita, teremos:
REINO
um conjunto de filos semelhantes
FILO 
um conjunto de classes semelhantes
CLASSE 
um conjunto de ordens semelhantes
ORDEM 
um conjunto de famílias semelhantes
FAMILIA 
um conjunto de gêneros semelhantes
GÊNERO 
um conjunto de espécies semelhantes e aparentadas
ESPÉCIE
um grupo de organismos semelhantes que vivem numa mesma área geografica, com o mesmo número de cromossomos, que se cruzam entre si, gerando descendentes férteis. 

Assim formam-se grupos de organismos em cada uma dessas categorias taxonômicas ou taxa (singular, taxon).
Exemplo da posição sistemática ou da classificação da espécie humana dentro do reino METAZOA

Seres humanos



Reino: Metazoa

Filo: Chordata

Classe: Mammalia

Infra-classe: Placentalia

Ordem: Primatas

Família: Hominidae

Subfamília: Homininae

Gênero: Homo

Espécie: Homo sapiens Lineu, 1735

Rosas


Reino: Metafita

Divisão: Angiospermae (Magnoliophyta)

Subclasse: Archichlamydeae

Ordem: Rosales

Família: Rosaceae


Gênero: Rosa

Espécie: Rosa gallica Linnaeus, 1735


Note que podem existir categorias intermediárias entre as principais criadas por Lineu. Mas o mais importante é lembrarmo-nos de que as categorias apresentam grupos de organismos que guardam entre si um grau de semelhança (ou alguma característica que persiste desde a espécie até o reino).


Conceitos de população e espécie


Indivíduo - os individuos que existem na natureza se agrupam em unidades que denominamos poupulação e espécies. Logo, a única categoria que efetivamente existe na natureza é a espécie.

População - grupo de organismos com características semelhantes vivendo num mesmo habitat em um mesmo tempo, com certo grau de parentesco entre si, cruzando e produzindo descendentes férteis.

Espécie - conjunto de indivíduo com características morfológicas semelhantes, vivendo numa mesma área, num mesmo tempo e que podem se cruzar em condições naturais produzindo descendentes férteis.


Regras de nomenclatura biológica

Objetivo da classificação

1. Representar um dado tipo de organismo como diferente dos outros;

2. Representar sempre o mesmo organismo seja qual for o local em que se encontre, ou idioma em que esta escrito (i.e., um determinado organismo tera somente um nome válido e esse nome é composto por um gênero e uma espécie).

3. Ser o único nome válido para esse organismo.

Regras

1. Na denominação científica de uma espécie, os nomes devem ser latinos ,de origem latina ou, então, latinizados.

2. O nome de uma espécie deve ser binominal, ou seja, o táxon espécie consta de dois nomes (uma para gênero e outra para espécie).

3. O nome do gênero (que é substantivo) deve ser escrito com letra inicial maiúscula.

4. O nome da espécie (que geralmente é um adjetivo) deve ser escrito com letra inicial minúscula.

5. Em obras impressas (digitados), todo nome científico deve ser escrito em itálico (tipo de letra fina e inclinada), diferente do corpo tipográfico usado no texto corrido. Em trabalhos manuscritos, esses nomes devem ser obrigatoriamente sublinhados.

6. Seguindo o nome da espécie, é facultado colocar por extenso ou abreviadamente o nome do autor que primeiro descreveu e denominou sem qualquer pontuação intermediária, seguindo-se depois uma virgula e a data em que foi publicado pela primeira vez.


PARA VOCE TREINAR SEU INGLÊS

How to Write the Scientific Name 
of a living being

There are precise convention to follow when writing a scientific name.

Genus Name

1. The genus name is written first.
2. The genus name is always underlined or italicized.
3. The first letter of the genus name is always capitalized

Example: 

Dryas iulia Fabr. 1775

Specific name

1. The specific epithet is written second.
2. The specific epithet is always underlined (when handwriting (hand script)) or italicized (when in press).
3. The first letter of the specific epithet name is never capitalized.

      Homo sapiens L. (italicized)

      The name of the species underlined


 
 Rosa gallica L.



 Ilex paraguariensis A.St. Hil.
 Erva mate

Referências

Amabis, J.M.; Martho G. R. (2006). Fundamentos da biologia moderna. Ed. Moderna.
Lopes, S. (2006). Biologia. Ed. Moderna. S.P
Bolzon, R. T. Mudanças Florísticas durante o Triássico: o Gondwana no Rio Grande do Sul. 1990. 1(1) Universidade Federal de Santa Maria.

Internet

Sobre Linnaeus
Classificação