quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

VÍRUS MAIS COMUNS - FORMA


Tipos de vírus mais comuns

Bibliografia


TIPOS DE VÍRUS QUANTO A PRESENÇA DE ENVELOPE

 CLASSIFICAÇÃO DOS VÍRUS QUANTO A PRESENÇA 
(OU NÃO) DO ENVELOPE


Os vírus podem ser divididos em dois grandes grupos quanto a presença ou não do envelope:  

VÍRUS NÃO ENVELOPADOS 
Vírus sem envelope; estes vírus apresentam apenas capsídio e o genoma (RNA ou DNA)

VÍRUS ENVELOPADOS
Vírus que apresentam envelope.

O envelope, como já vimos em aula, é uma estrutura constituída por uma camada biomolecular lipídica.  Portanto é a membrana plasmática da célula hospedeira que está sendo infectada pelo vírus mais as proteínas virais específicas (proteínas ligantes), codificadas pelo genoma viral e que são importantes no reconhecimento da célula hospedeira e na ligação do vírus à essa célula específica. 

 


 Vírus e sua propagação 

 Fonte: Modificado de Google images

VÍRUS DA FEBRE AMARELA SILVESTRE (FAS) 

Febre Amarela - CID10: A-95

ASPECTOS CLÍNICOS E EPIDEMIOLÓGICOS

Descrição - Doença febril aguda, de curta duração (no Maximo 12 dias) e de gravidade variável. Apresenta-se como infecções subclínicas e/ou leves, ate formas graves, fatais. O quadro típico tem evolução bifásica (período de infecção e de intoxicação), com inicio abrupto, febre alta e pulso lento em relação a temperatura (sinal de Faget), calafrios, cefaléia intensa, mialgias, prostração, náuseas e vômitos, durando cerca de 3 dias, após os quais se observa remissão da febre e melhora dos sintomas, que pode durar algumas horas ou, no máximo, dois dias. O caso pode evoluir para cura ou para a forma grave (período de intoxicação), que se caracteriza pelo aumento da febre, diarreia e reaparecimento de vômitos com aspecto de borra de café, instalação de insuficiência hepática e renal. Surgem também icterícia, manifestações hemorrágicas (hematemase (vômito com sangue), melena (Fezes pastosas de cor escura e cheiro fétido, sinal de hemorragia digestiva alta. A cor escura se refere às modificações bioquímicas sofridas pelo sangue na luz intestinal colonizada por bactérias. Somente o sangue que se origina de fonte superior (como intestino delgado), ou sangramento de fonte inferior que ocorre lento o suficiente para permitir oxidação, são associados com Melena. Por essa razão, Melena é frequentemente associada com sangue no estômago ou duodeno (trato gastrointestinal superior), por exemplo úlcera péptica. Na Melena o sangue, que parece oculto, é indicado pela cor negra das fezes, enquanto que na hematoquesia pode haver sangue vivo aparente), epistaxe (sangramento ou hemorragia nasal), sangramento vestibular e da cavidade oral, entre outras), oliguria (diminuição ou ausência de produção de urina), hematuria (presença de sangue na urina), albuminuria e prostração intensa, alem de comprometimento do sensório, com obnubilação mental e torpor com evolução para coma. Epidemiologicamente, a doença pode se apresentar sob duas formas distintas: febre amarela urbana (FAU) e febre amarela silvestre (FAS), diferenciando-se uma da outra apenas pela localização geográfica, espécie vetorial e tipo de hospedeiro.

Agente etiológico -
Virus amarilico, arbovirus do gênero Flavivirus e família Flaviviridae. E um RNA virus.

Vetores/reservatórios e hospedeiros 
O principal vetor e reservatório da FAS no Brasil e o mosquito do gênero Haemagogus janthinomys. Os hospedeiros naturais são os primatas não humanos (macacos). O homem não imunizado entra nesse ciclo acidentalmente. Na FAU, o mosquito Aedes aegypti e o principal vetor e reservatório e o homem, o único hospedeiro de importância epidemiológica.

Modo de transmissão 
Na FAS o ciclo de transmissão se processa entre o macaco infectado --> mosquito silvestre --> macaco sadio. 

Na FAU a transmissão se faz através da picada do mosquito Aedes aegypti, no ciclo: homem infectado --> Aedes aegypti --> homem sadio.
Período de incubação – Varia de 3 a 6 dias, apos a picada do mosquito infectado
Período de transmissibilidade - O sangue dos doentes é infectante 24 a 48 horas antes do aparecimento dos sintomas até 3 a 5 dias após, tempo que corresponde ao período de viremia. No mosquito Aedes aegypti, o período de incubação é de 9 a dias, após o que se mantém infectado por toda a vida.

Diagnóstico - É clínico, epidemiológico e laboratorial.

Diagnóstico Laboratorial
a) Específico
O Isolamento viral é realizado a partir de amostras de sangue, derivados ou tecidos coletados nos primeiros 5 dias após o início da febre. Reação em cadeia de polimerase (PCR); Imunofluorescência e Imunohistoquímica. Sorologia: Ensaio imunoenzimático para captura de anticorpos IgM (Mac-Elisa); Na maioria dos casos requer somente uma amostra de soro sendo possível realizar o diagnóstico presuntivo de infecção recente ou ativa. Outras técnicas são utilizadas no diagnóstico sorológico, porém requerem sorologia com amostras pareadas tais como Inibição de Hemaglutinação (IH); Teste de Neutralização (N) e Fixação de Complemento(FC), considerando-se positivos os resultados que apresentam aumento dos títulos de anticorpos de, no mínimo, 4 vezes, entre a amostra colhida no início da fase aguda comparada com a da convalescença da enfermidade (intervalo entre as colheitas de 14 a 21 dias).
b) Inespecíficos  
As formas leves e moderadas apresentam quadro clínico autolimitado, não há alterações laboratoriais importantes, salvo por leucopenia, discreta elevação das transaminases (nunca superior a duas vezes os valores normais encontrados) com discreta albuminúria caracterizada por encontro de cilindros hialinos no sedimento urinário. Nas formas graves clássicas ou fulminantes podem ser encontradas as seguintes alterações: leucopenia com neutrofilia e intenso desvio à esquerda. Em pacientes com infecção secundária pode-se observar leucocitose com neutrofilia. Trombocitopenia (sendo comum valores de 50.000 plaquetas/cm³ ou valores menores) aumento dos tempos de protrombina, tromboplastina parcial e coagulação. Diminuição dos fatores de coagulação sintetizados pelo fígado (II,V,VII,IX E X). Aumento de: Transaminases (em geral acima de 1.000 UI); bilirrubinas (com predomínio da bilirrubina direta); colesterol; fosfatase alcalina; Gama-GT; uréia e creatinina, estas com valores (5 a 6 vezes ou até mais altos que os valores normais). Observe-se que a confiabilidade dos resultados dos testes laboratoriais dependem dos cuidados durante a coleta, manuseio, acondicionamento e transporte das amostras.

Diagnóstico diferencial  
As formas leves e moderadas se confundem com outras viroses, por isso são de difícil diagnóstico, necessitando-se da história epidemiológica. As formas graves clássicas ou fulminantes devem ser diferenciadas das hepatites graves fulminantes, leptospirose, malária por Plasmodium falciparum, febre hemorrágica do dengue e septicemias.
Tratamento - Não existe tratamento antiviral específico. É apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Os quadros clássicos e/ou fulminantes, exigem atendimento em Unidade de Terapia Intensiva, o que reduz as complicações e a letalidade.

Características epidemiológicas  
A FAU não ocorre nas Américas desde 1954, sendo considerada erradicada dos centros urbanos. Com a reinfestação dos países americanos, inclusive o Brasil, com o Aedes aegypti, existe o risco da doença se reurbanizar, com repercussões sociais e econômicas imprevisíveis. No Brasil, anualmente ocorrem casos da FAS nas regiões Norte e Centro-Oeste, em áreas de mata onde existe a circulação do vírus amarílico. Embora o número de casos seja relativamente pequeno (máximo de 85 casos por ano, nos últimos quinze anos) a letalidade da doença é alta, variando entre 23 a 100% dependendo das intervenções feitas, como no caso de uma vigilância ativa. No Brasil estão definidas quatro áreas epidemiologicamente distintas: endêmica ou enzoótica (regiões Norte, Centro Oeste e estado do Maranhão), onde o vírus se propaga continuamente através de grupos de macacos, propiciando o surgimento de casos em humanos; epizoótica ou de transição, onde ocasionalmente ocorrem epizootias de macacos, geralmente seguidas de casos humanos: abrange uma faixa que vai da região centro-sul do Piauí, oeste da Bahia, noroeste de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul; área indene, que corresponde à área onde não há evidências da circulação do vírus amarílico e abrange os estados da região nordeste, sudeste e sul; e área indene de risco potencial : zonas de maior risco para circulação viral, contíguas e com ecossistemas semelhantes à área de transição, compreendendo os municípios do sul de Minas Gerais e da Bahia e a região centro-norte do Espírito Santo.

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

Objetivos 
Reduzir a incidência de febre amarela de transmissão silvestre, impedir a transmissão urbana e detectar oportunamente a circulação viral para orientar as medidas de controle.
Notificação - Doença de notificação compulsória internacional, objeto de vigilância pela Organização Mundial da Saúde, de acordo com o Regulamento Sanitário Internacional, o que impõe a investigação epidemiológica de todos os casos.

Definição de caso
a) Caso suspeito 1 - Indivíduo com quadro febril agudo (até 7 dias), acompanhado de icterícia e/ou manifestações hemorrágicas, não vacinado contra febre amarela ou com estado vacinal ignorado;
b) Caso suspeito 2 - Indivíduo com quadro febril agudo (até 7 dias), residente ou que esteve em área com transmissão viral (ocorrência de casos humanos, epizootias ou de isolamento viral em mosquitos) nos últimos 15 dias, não vacinado contra febre amarela ou com estado vacinal ignorado;
c) Caso confirmado - Todo caso suspeito que apresente pelo menos uma das seguintes condições: isolamento do vírus, MAC-ELISA positivo, laudo histopatológico compatível e com vínculo epidemiológico, elevação em quatro vezes ou mais nos títulos de anticorpos IgG através da técnica de IH (Inibição da Hemaglutinação), ou detecção de genoma viral; ou, todo indivíduo assintomático ou oligossintomático originado de busca ativa que não tenha sido vacinado e que apresente sorologia (MAC-ELISA) positiva para febre amarela;
d) Caso confirmado por critério clínico epidemiológico - Todo caso suspeito de febre amarela que evolui para óbito em menos de 10 dias, sem confirmação laboratorial, no início ou curso de surto ou epidemia, em que outros casos já tenham sido comprovados laboratorialmente;
e) Descartado - Caso suspeito com diagnóstico laboratorial negativo, desde que se comprove que as amostras foram coletadas e transportadas adequadamente; ou, caso suspeito com diagnóstico confirmado de outra doença.

Vigilância
A ocorrência de casos humanos suspeitos e/ou confirmados, de epizootia ou a comprovação de circulação viral em vetores, são importantes para adoção das medidas de controle, portanto a notificação desses eventos deve ser imediata, pela via mais rápida.
De humanos - As medidas importantes são a vigilância das enfermidades que fazem diagnóstico diferencial com a febre amarela e a vigilância sanitária de portos, aeroportos e passagens de fronteira, com a exigência do certificado internacional de vacina, com pelo menos 10 anos da última dose aplicada para viajantes procedentes de países ou área endêmica de febre amarela.
De primatas não humanos - Iniciar as medidas de controle a partir da observação de um macaco morto ou doente.

De vetores silvestres 
A medida indicada é a captura destes mosquitos nas áreas de ocorrência de caso humano suspeito e/ou de epizootias, ou em locais de monitoramento da circulação viral, visando se proceder ao isolamento do vírus amarílico.

MEDIDAS DE CONTROLE

• A vacinação é a mais importante medida de controle. É administrada em dose única e confere proteção próxima a 100%. Deve ser realizada a partir dos nove meses de idade, com reforço a cada 10 anos, nas zonas endêmicas, de transição e de risco potencial, assim como para todas as pessoas que se deslocam para essas áreas. Em situações de surto ou epidemia, vacinar a partir dos seis meses de idade.
• Redução da população do Aedes aegypti, para diminuir o risco de reurbanização;
• Notificação imediata de casos humanos, epizootias e de achado do vírus em vetor silvestre;
• Vigilância de síndromes febris íctero-hemorrágicas;
• Desenvolver ações de educação em saúde e informar as populações das áreas de risco de transmissão.

Fonte: Doenças Infecciosas e Parasitárias: Guia de Bolso, Volume 1, 3ª edição, pág. 151 - Ministério da Saúde Brasília/DF - junho 2004


Bibliografia
http://www.saude.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=381
Doenças Infecciosas e Parasitárias: Guia de Bolso, Volume 1, 3ª edição, pág. 151 - Ministério da Saúde Brasília/DF - junho 2004

 

TAXONOMIA - EXERCÍCIOS GERAIS

 Exercícios sobre taxonomia
LEIA O TEXTO ABAIXO E RESPONDA AS QUESTÕES QUE SEGUEM:
O gato foi domesticado pelos humanos a mais de 9500 anos na Ásia, e foi denominado Felis catus por Linnaeus em sua obra Systema Naturae, no ano de 1758.  Mais tarde, Johann Christian Daniel von Schreber (aluno de Linnaeus) deu o nome de Felis silvestris, para o gato selvagem em 1775. Todavia, verificou-se que o gato doméstico era uma subespécie do gato selvagem. Então o nome do gato doméstico passou a ser Felis silvestris catus. No entanto, muitos passaram a chamar o gato doméstico de Felis silvestris, o que gerou muita confusão. Além disso, ambos podiam copular e gerar descendentes férteis, embora o gato selvagem não fosse domesticado e vivesse livre nos campos e bosques. Para não haver ambigüidades na nomenclatura o Código Internacional de Nomenclatura Zoológica em sua resolução de 31 de março de 2003, designou o nome de Felis silvestris, somente para o gato selvagem, e Felis catus para o gato doméstico devido às suas características particulares.

Tipo
Fonte de alimento
Habitat
Socialização
Gato doméstico
Alimentado pelo dono
Lares humanos
Sim, com outros gatos e com humanos
Gato selvagem
Caça sozinho
Natureza
Não
a) Qual a espécie do gato doméstico e do gato selvagem?
b) Cite o conceito de espécie. 
c) O que caracteriza uma éspécie?
d) Cite as categorias taxonômicas criadas por Lineu.
e) Dê o nome dos cinco reinos, descreva suas caracteristicas e dê três exemplos para cada reino. 
f) Cite quatro regras de nomenclatura propostas por Linnaeus em seu livro SYSTEMA NATURAE (1735).


 Oberve o cladograma e com base em seus estudos e nas discussões feitas em aula, coloque V se a sentença for verdadeira e F se falsa.


(    )
Espécie mais relacionada ao homem na atualidade é o orangotango.
(    )
A espécie mais ancestral é representada pelos símios do novo mundo.
(   )
Uma plesiomorfia dos primatas antropóides é a cauda não preênsil.
(    )
Uma apomorfia dos símios do Novo Mundo é a cauda preênsil.
(    )
A arvore dos primatas é um exemplo de evolução anagenética.
(    )
Bípedalismo é uma característica dos hominídeos, portanto uma plesiomorfia.
(    )
Na evolução do Homo sapiens seu ancestral mais recente é o chimpanzé




Escolha a única resposta certa, assinalando-a com um “X” nos parênteses à esquerda

01. (1) A respeito do esquema acima, assinale a alternativa correta.

( A )
Cavalo e zebra pertencem a gêneros diferentes.
( B )
As antas apresentam maior parentesco evolutivo com os cavalos do que com os rinocerontes.
( C )
O parentesco evolutivo entre cavalo e zebra é maior do que entre rinocerontes de um chifre e rinocerontes de dois chifres.
( D )
As antas pertencem à mesma família dos rinocerontes.
( E )
Todos os animais citados pertencem à mesma família.

 

02. (11) Carlous von Linnaeus (1707-1778), Lineu, em Português, através de sua obra "Systema Naturae", propôs uma forma de denominar os seres vivos por intermédio do que chamou de "unidade básica de classificação" ou ESPÉCIE. De acordo com esses conceitos, analise as afirmativas a seguir e coloque V quando verdadeira e F se falsas.



(     )
O nome científico deve ser sempre trinominal: gênero, espécie e subespécie
(     )
No gênero encontramos a menor diversidade e na espécie a maior diversidade
(     )
O autor do nome científico deve ser colocado logo após a espécie seguido do ano.
(     )
O nome genérico deve ser escrito com inicial maiúscula e o especifico com inicial minúscula.
(     )
O primeiro nome de uma espécie é o da família e deve ser escrito em negrito.
(     )
Todos os nomes devem ser escritos em latim ou latinizados.
(     )
Uma espécie pode ter variedades ou subespécies por ex.: Homo sapiens sapiens.
(     )
O nome da espécie não pode ser omitido nem deve ser abreviado.
(     )
A primeira atribuição de nome de um gênero ou espécie tem prioridade.
(     )
O nome específico do quero-quero vanellus Chilensis .
(     )
O nome específico do quero-quero é binominal, Vanellus chilensis Molina, 1872



03. (1) (CEFET-MG) A figura a seguir ilustra exemplos de seres vivos de cinco reinos.


( A )
Procariontes unicelulares são representados por (1) e (2).
( B )
Seres que realizam a fotossíntese pertencem ao (3) e (4).
( C )
Eucariontes pluricelulares são encontrados no (4) e (5).
( D )
Seres unicelulares destituídos de parede celular estão no (2) e (3).
( E )
Seres unicelulares eucariotos fotossintetizantes parasitas estão no (1) e (5).



04. (8) A vida surgiu na Terra há mais de três bilhões de anos. Uma das primeiras formas de vida foram os procariotos primitivos, que eram organismos unicelulares, formados por uma membrana e protoplasma. Esses procariotos, através do tempo, foram incorporando DNA, mitocôndrias (teoria da endosinbiose), alguns incorporaram núcleo e outros incorporaram cloroplastos, como mostra a seqüência abaixo. Atualmente os seres vivos são classificados em cinco reinos. 


a) As três formas da figura (procarioto , eucarioto A e eucarioto B) deram origem aos cinco reinos acima citados. Identifique os reinos originados por cada uma dessas três formas, respectivamente. Justifique sua resposta.




b) Com base nos dados da figura, qual seria a melhor característica para separar procariotos e eucariotos? Justifique sua resposta.



05. (1) (Fuvest-SP) O organismo A é um parasita intracelular constituído por uma cápsula protéica que envolve a molécula de ácido nucléico. O organismo B tem uma membrana lipoprotéica revestida por uma parede rica em polissacarídeos que envolve um citoplasma, onde se encontra seu material genético, constituído por uma molécula circular de DNA. Esses organismos são respectivamente:

( A )
Uma bactéria e um vírus.
( B )
Um vírus e um fungo.
( C )
Uma bactéria e um fungo.
( D )
Um vírus e uma bactéria.
( E )
Um vírus e um protozoário.
 






07. (1) (PUC-SP) Considere os seguintes componentes celulares:

(1) membrana plasmática;
(2) cariotéca;
(3) cromossomos;
(4) hialoplasma;
(5) ribossomos;
(6) retículo endoplasmático;
(7) mitocôndrias;
(8) cloroplastos;

Dentre as alternativas seguintes, assinale a que tiver a seqüência representativa de estruturas ausentes em bactérias:



( A )
1-2-7-8
( B )
2-6-7-8
( C )
2-3-5-6
( D )
3-6-7-8
( E )
5-6-7-8

 justifique para cada questão sua resposta.







CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS VÍRUS

CARACTERISTICAS GERAIS DE UM VÍRUS

1) PATOGENICIDADE
AGENTE PATOGÊNICO (CAUSA DOENÇA) E PARASITA INTRACELULAR OBRIGATÓRIO (POIS DEPENDEM DE UMA CÉLULA VIVA PARA SE REPRODUZIR).

2) COMPOSIÇÃO QUÍMICA
CAPSÍDIO (ou cápside): CAPA PROTETORA DE PROTEÍNAS
E ÁCIDOS NUCLÉICOS: DNA OU RNA.

3) ACELULAR (SEM ORGANIZAÇÃO CELULAR) 
SEM CÉLULAS, SEM METABOLISMO, SEM MOVIMENTO, SÃO INCAPAZES DE CRESCER EM TAMANHO E DE SE DIVIDIR POR CONTA PRÓPRIA.
ESQUEMA DE DOIS VÍRIONS
(A) VÍRUS NÃO ENVELOPADO E (B) VÍRUS ENVELOPADO

 FORMAS COMUNS EM VÍRUS 
(ADENOVÍRUS TEM A FORMA DE ICOSAEDRO)
 
FOTOGRAFIA ELETRÔNICA DE VARREDURA DE UM VÍRUS DE AVE
TIPOS DE VÍRUS DE DNA

VÍRUS H5N1 INFLUENZA A

VÍRUS DO MOSAICO DO TABACO

VÍRUS DE RNA 
FOTO MOSTRANDO UM VÍRUS BACTERIÓFAGO E SEU DNA 
QUE SE DESENROLOU E SAIU DO CAPSÍDIO (OBSERVE O TAMANHO DA MOLÉCULA DE DNA QUE ESTAVA NO INTERIOR DO CAPSÍDIO)

FOTOGRAFIA ELETRÔNICA DE VARREDURA DE UM ADENOVÍRUS E SEU ESQUEMA ESTRUTURAL

CLASSIFICAÇÃO DOS VÍRUS 

VÍRUS E SUAS INFECÇÕES VIRAIS

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS VÍRUS

Abaixo estão alguns artigos relevantes para o estudo dos vírus. Neles voce vai encontrar desde os primeiros estudos sobre essas entidades biológicas, bem como o a emergência viral no mundo, alem do tamanho comparativos dos vírus e sua importância tanto para a evolução e para a saúde humana. Além disso vai saber se os vírus são seres vivos ou não. Boa leitura.

A HISTÓRIA DOS VÍRUS




 



APARECIMENTO DE VIROSES 
EM POPULAÇÕES HUMANAS

O TAMANHO DOS VÍRUS 







OS VÍRUS SÃO SERES VIVOS?






VÍRUS: AMEAÇA CONSTANTE






DEPOIS DE UMA INFECÇÃO VIRAL 






NOVIDADES EM VIROLOGIA


UM NOVO MEDICAMENTO CONTRA A GRIPE
 

Um novo remédio para a gripe promete ser eficaz contra diferentes variações do vírus influenza, inclusive aqueles tipos que são resistentes a medicamentos. Desenvolvido por pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica e outras instituições no Canadá, na Austrália e no Reino Unido, o medicamento foi descrito em um artigo publicado no periódico Science Express. A droga foi eficaz contra uma variação letal do influenza em camundongos e conseguiu impedir a morte de todos os animais infectados. Segundo a pesquisa, o medicamento agiu no organismo evitando que o vírus se espalhasse pelas células do organismo, retendo assim a infecção.



O vírus da gripe possui em sua superfície uma proteína específica que se conecta ao ácido siálico, presente nas células humanas. Assim, ele consegue penetrar na célula e replicar seu material genético. Uma vez que a célula está infectada, o vírus quebra sua ligação (através de uma enzima denominada neuraminidase) e parte para repetir o mesmo processo, infectando outras células. O medicamento estudado possui uma substância (de um grupo denominado DFSA) que se conecta ao ácido da célula humana e impede que o vírus rompa a ligação com a primeira célula. Dessa forma, o vírus fica "preso" à célula que infectou, sem poder atingir novas células.



Avanço — De acordo com Steve Withers, integrante do grupo de pesquisadores, outros medicamentos já existentes têm como alvo a mesma enzima, mas esse novo remédio é mais estável. Além disso, o remédio se mostrou eficaz contra tipos do vírus que são, normalmente, resistentes a alguns medicamentos. Withers explica que isso acontece porque a substância presente nessa nova droga é muito mais semelhante ao ácido siálico do que as anteriores. Assim, o vírus não consegue diferenciar o que é a célula humana e o que é o medicamento, e acaba ficando preso a ele.



De acordo com o pesquisador, o remédio tem duas vantagens em relação à vacina: ele é mais rápido de se produzir e funciona contra diversos tipos de vírus. O próximo passo será um teste com furões. Para Withers, será preciso colher mais dados antes de tentar partir para testes em humanos.



Gripe — Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gripe afeta de três a cinco milhões de pessoas em todo o mundo anualmente, causando de 250.000 a 500.000 mortes. Em anos de pandemia, esse número pode aumentar para milhões. “Um dos principais desafios do tratamento da gripe, atualmente, é que novas variações do vírus estão se tornando resistentes a medicamentos, nos deixado vulneráveis a uma pandemia”, diz Withers.

REFERÊNCIA DA REPORTAGEM

Conheça a pesquisa



TÍTULO ORIGINAL:



ONDE FOI DIVULGADA: 
periódico Science Express


AUTORES: 
Jin-Hyo Kim, Ricardo Resende, Tom Wennekes, Hong-Ming Chen, Nicole Bance, Sabrina Buchini, Andrew G. Watts, Pat Pilling, Victor A. Streltsov, Martin Petric e Stephen G. Withers

INSTITUIÇÃO: 
Universidade da Colúmbia Britânica, Canadá.

RESULTADO: 
Testado em camundongos com uma variação letal do vírus, o medicamento evitou a morte de todos os animais.





EMERGÊNCIAS VIRAIS 

O Zika vírus é uma arbovirose (arthropod borne virus) transmitida pela picada do mosquito vetor Aedes aegypti. Este mesmo mosquito pode transmitir também o vírus da Dengue, da Febre Chikungunya e da Febre amarela. A doença apresenta sintomas como dores de cabeça, febre, mal-estar, artralgia, dentre outros. Geralmente são sintomas autolimitados de curta duração (3-7 dias) e podem ser confundidos com outras infecções como Dengue e Chikungunya. O diagnóstico laboratorial de ZIKAV baseia-se principalmente na detecção de RNA viral a partir de espécimes clínicos, pois ainda não há testes sorológicos comerciais disponíveis. O primeiro isolamento do vírus foi reportado em abril de 1947 em amostras de soros de macacos Rhesus e posteriormente em um lot de A. africanus em 1948 por G.W.A. DICK em Londres. O vírus recebeu o nome de Zika vírus devido ao local onde foi encontrado pela primeira vez que foi na Floresta Zika em Uganda.  Recentemente, foi registrado um surto na Polinésia Francesa, durante o qual foi também verificado um aumento de problemas neurológicos e malformações especialmente em membros inferiores em recém-nascidos.Abaixo encontra-se a possível estrutura do ZIKV.
Estrutura do ZIKV mostrando as proteínas de reconhecimento e adesão celular. 
(fonte: http://nomeiodaterra.com/pt/2015/07/entendendo-a-febre-por-zika-virus/).

A microcefalia caracteriza-se por uma má-formação congênita no desenvolvimento do cérebro (perímetro cefálico menor que 32 - 36 cm) decorrente de diversos fatores, tais como agentes biológicos e substâncias químicas. Nos casos ocorridos recentemente, as gestantes cujos bebês desenvolveram a microcefalia geralmente apresentaram sintomatologia da infecção por Zika virus no primeiro trimestre de gravidez. Já existe relato da detecção do vírus em amostras de tecido e sangue de uma recém-nascida no Pará portadora da má-formação congênita. Os resultados desses exames foram disponibilizados pelo Instituto Evandro Chagas, órgão do ministério da saúde em Belém (PA). A partir das análises realizadas na recém-nascida, que veio a óbito, o Ministério da Saúde confirmou a relação do vírus com a microcefalia.
O combate ao mosquito vetor é a principal medida de prevenção contra a infecção pelo vírus. Nichos de água parada, tais como, latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos, dentre outros devem ser urgentemente e sistematicamente verificados. Além disso, a utilização de repelentes, telas de proteção, mosquiteiros e roupas compridas ajuda a prevenir o contato com o mosquito transmissor e são medidas indicadas pelo Ministério da Saúde, particularmente para gestantes.

A tabela a seguir mostra as doenças virais mais importantes transmitidas pelo mosquito Aedes aegyti, no Brasil.

Doença
Vírus
Origem
Vetor
Dengue
DENV - flavivirus
Malásia (primatas)
Aedes aegypti
Febre amarela
YFV - flavivirus
África (primatas)
Aedes aegypti
Chikungunia
CHIKV - togaviride
Ásia e África
Aedes aegypti
Zika
ZIKV – flavivirus
Uganda – Floresta Zika
Aedes aegypti





Bibliografia                  

DICK, G.W.A.; KTCHEN, S.F.; HADDOW, A.J. Comunication: Zika Vírus: Isolation and Serological Specificity. Transactions Of The Royal Society Of Tropical Medicine And Hygiene, New York, v. 46, n. 5, p.509-520, set. 1952.

Maria S. C. Lobo et al..Serviço de Epdemiologia e Avaliação (SEAV). Seção de epidemiologia e estatística (SEE). Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF). Informes epidemiológicos, número 27, Unidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Junho/2015.

Nota técnica sobre Zika vírus (ZIKV). Surto de Doença Exantemática na Bahia. Secretaria de Saúde de Minas Gerais, Subsecretaria de Vigilância e Proteção à Saúde, Superintendência de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e Saúde do Trabalhador, Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Minas Gerais (CIEVS MINAS).


OLIVEIRA, W.K..Zika virus: Informações sobre a doença e investigação de síndrome exantemática no Nordeste. Coordenação Geral de Vigilância e Resposta às Emergências de Saúde Pública. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Secretaria de Vigilância em Saúde.
http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/197-secretaria-svs/20799-microcefalia

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/11/1707673-governo-diz-que-ligacao-entre-zika-e-microcefalia-e-altamente-provavel.shtml

http://laboratoriomultilab.com.br/microcefalia-especialista-tira-duvidas-sobre-relacao-da-doenca-com-o-zika-virus/

http://www.sbi.org.br/noticias/95


http://www.scientificamerican.com/article/what-s-behind-brazil-s-alarming-surge-in-babies-born-with-small-heads/





REFERÊNCIAS (blog)





Scien. Amer. VÍRUS: Inimigos Úteis. Ed. Especial. n.:28. Pinheiros/SP Ediouro/Duetto Editorial.(s/d).