quinta-feira, 19 de maio de 2016

MAMÍFEROS - MAMMALIA

Classe Mammalia

Com a extinção dos dinossauros, há cerca de 65 milhões de anos, o rumo da evolução foi modificado, abrindo caminho para a multiplicação da classe mais evoluída de vertebrados, os mamíferos (possuidores de glândulas mamárias). Durante toda a era dos répteis, pequenos mamíferos conviveram com os dinossauros. Os espaços vazios (nichos) que eles podiam ocupar eram muito escassos, pois os habitats terrestres eram ocupados pelos grandes répteis. Somente após o desaparecimento dos dinossauros. Os mamíferos puderam, enfim, apossar-se dos locais nos habitats que ficaram vazios.

Assim, eles conseguiram evoluir e aumentar, progressivamente, tanto em tamanho quanto em número de espécies até chegar à grande diversidade que hoje conhecemos.

Todos os mamíferos possuem três características que não são encontradas em outros animais (APOMORFIAS):


1) A Produção de leite através de glândulas mamárias;

2) Pêlos formados por queratina, e especializados em funções diferentes: proteção contra a insolação, manutenção da temperatura, defesa (ouriço),

3) Três ossos no ouvido médio (martelo, bigorna e estribo).

Outras características encontradas nos mamíferos:

1) Presença de dentes diferenciados (incisivos, caninos, molares e pré-molares).
2) Mandíbula inferior formada por um único osso; 
3) Existência do diafragma (músculo que separa a cavidade abdominal da torácica);  
           
4) Pulmões revestidos de pleura;    
                                                                                                       
5) Epiglote controlando e separando a passagem de alimento e de ar;  
6) Cérebro altamente desenvolvido;   
                                                      
7) Endotermia e homeotermia (temperatura constante independente do ambiente);     
  
8) Sexos separados e dimorfismo sexual
9) Sexo do embrião determinado pela presença  dos cromossomos X ou Y;  
10) Fertilização interna; 
                                              
11) Presença de glândulas: mamárias, sebáceas, sudoríparas e odoríferas.
12) Circulação dupla e completa, com o coração apresentando quatro cavidades (2 Átrios e 2 Ventrículos sem mistura de sangue venoso e arterial)
13) Presença de diafragma separando a cavidade torácica da cavidade abdominal;
14) Encéfalo altamente desenvolvido, mostrando numerosas circunvoluções que dão maior extensão à superfície ou córtex cerebral.
CARACTERÍSTICAS DA CLASSE MAMMALIA 

1. Glândulas mamárias - fêmeas produzem leite para os filhotes
2. Possuem pelos no epitélio de revestimento (evitam a perda de calor).
3. Maioria terrestre (alguns podem voar ou viver na água)
4. Tamanho e peso bem variados (musaranho - 10 cm e 3 g; baleia-azul - 30 m e 200 t)
5. Queratina presente na pele - torna a pele seca (proteção contra bactérias).
A pele é mole, fina , pluriestratificada com queratina e com pelos. Na pele estão presentes glândulas sebáceas que secretam ácido graxo que protege e impermeabiliza a pele e os pelos (função bacteríostática). As glândulas sudoríparas secretam água e sais para a regulação da temperatura corporal. A pele pode ser divida, para fins de estudo, nas seguntes partes:
Epiderme
 Derme (camada intermediária) camada intermédia da pele, localizada logo abaixo da epiderme. É responsável por cerca de 90% da espessura cutânea. Substâncias como o colagénio e a elastina, que conferem elasticidade à pele, estão aqui localizadas. É nesta camada que o padrão predominante de fibras de colágeno determina a tensão característica e as rugas da pele. As linhas de clivagem (também denominadas linhas de tensão ou linhas de Langer) tendem a ser longitudinais espirais nos membros e transversais no pescoço e no tronco. As linhas de clivagem nos cotovelos, joelhos, tornozelos e punhos são paralelos às pregas transversais que surgem quando os membros são fletidos; flexione seu punho e verá várias delas.
6. São homeotérmicos (mantém a temperatura do corpo constante) e endotérmicos (retiram o calor do interior do organismo).
e Hipoderme  ou tecido celular subcutâneo é uma camada de tecido conjuntivo frouxo localizado abaixo da derme, unindo-a de maneira pouco firme aos órgãos adjacentes.
 Tipos de Epitelio mostrando a camada da epiderme
Localização dos diferentes epitélios no corpo dos animais
 7. Glândulas sudoríparas (produzem o suor, que ajuda a manter a temperatura do corpo estável), glândulas sebáceas (produzem uma ácido graxo que lubrifica os pelos, ajuda  a impermeabilizar a pele e impede a penetração de bactérias) e glândula odoríferas (responsáveis pelo cheiro característico dos mamíferos: ácido caprílico)
8. Tecido adiposo - células, sob a pele, que armazena gordura (funciona como isolante térmico)
9. Diversos tipos de dentes (incisivos, caninos, pré-molares e molares) que se fixam em alvéolos, especializados na forma e com diferentes funções, adaptados ao tipo de alimentação do animal; dentição diferenciada (Heterodontes).
Exemplos de dentição em mamíferos 

10. A digestão começa na boca, através da saliva e os dentes, passa por diversos processos, incluindo enzimas digestivas liberadas por diversos órgãos e a absorção do alimento no intestino delgado até os resíduos serem liberados pelo intestino grosso através do ânus.
11. Todos os mamíferos possuem pulmões alveolares bem desenvolvidos.
12. Coração com dois átrios e dois ventrículos, sangue arterial separado do sangue venoso.
13. Sistema urinário formado por dois rins, dois ureteres, uma bexiga urinária e uma uretra.
14. Sistema nervoso - encéfalo (cérebro - parte melhor desenvolvida; cerebelo; bulbo; ponte), medula nervosa e nervos.
 Evolução do Cérebro nos vertebrados, observe as modificações ocorridas entre as duas espécies de mamíferos.

15. Grande capacidade de aprendizado.
16. Fecundação interna - a grande maioria vivípara, filhotes se desenvolvem e se nutrem nas mães
17. Por meio da placenta, o embrião se alimenta e respira. Também despeja gás carbônico e outros resíduos por ela. A comunicação do embrião e a placenta é feita por meio do cordão umbilical.

18. Principais grupos:
               Prototérios: Não apresentam mamilos, porém apresentam glândulas mamárias. Únicos mamíferos ovíparos, apresentam cloaca.
               Metatérios: placenta pouco desenvolvida, o embrião completa seu desenvolvimento dentro de uma bolsa (o marsúpio) onde se encontram as glândulas mamárias.
               Eutérios: são a maioria dos mamíferos. São vivíparos, apresentam placenta bem desenvolvida.

 Com base na tabela acima escreva nos retângulos as características evolutivas que separam esses táxons uns dos outros. A tartaruga é um réptil e está colocada no cladograma como um grupo irmão dos mamíferos.


Bibliografia

Texto produzido pelo Al Martins # 90132 
STORER, T. I. e USINGER, R. L.  Zoologia Geral. São Paulo, Coompania Editora Nacional, 1978.
https://prezi.com/huqtb7yniyc2/mastozoo-aula-2-origem-e-evolucao/


ANEXOS EMBRIONÁRIOS - ÂMNIO, CÓRION, VITELO E ALANTÓIDE

ANEXOS EMBRIONÁRIOS

ÂMNIO

âmnio (do Latin amnion: membrana ao redor do feto; e do Grego:  ἀμνίον água corrente, pote onde o sangue das vitimas (animais) era coletado. O âmnio é uma bolsa ou cavidade em forma de saco repleta de líquido amniótico, onde o embrião permanece até o nascimento. O âmnio  tem uma função protetora, permitindo que o embrião se desenvolva num ambiente úmido e evitando a perda de água pelo embrião. Além disso, o âmnio protege o embrião, amortecendo os choques mecânicos e aderência, alem disso, pode evitar variações de temperatura. Na evolução dos vertebrados os répteis foram os primeiros amniotas o que lhes permitiu a conquista definitiva do ambiente terrestre.


CÓRION


O cório ou córion (do Grego: χόριον) é a membrana extra-embrionária que existe durante a gravidez. Apresenta duas camadas: 1) camada externa chamada de trofoblasto (do grego: trophos de trephein: alimentar + blastos: germinar) que é formada por duas outras camadas (o citotrofoblasto e o sinciciotrofoblasto); e 2) uma camada interna formada pelo mesoderma somático. O córion é o revestimento externo do embrião e que confere proteção mecânica, proteção térmica e contra a entrada de microorganismos.



VITELO


O vitelo (do Latim: vitellus, vitellum = gema do ovo) é uma bolsa revestida por membrana que acumula reserva. O saco vitelínico é responsável pelo armazenamento de nutrientes, como lipoproteínas, vitaminas, ácidos graxos e colesterol. É o primeiro anexo embrionário que surge e está presente em peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Nos répteis e nas aves o saco vitelínico é bem desenvolvido. Enquanto que nos mamíferos é reduzido uma vez que a fecundação e o desenvolvimento é dentro do corpo da mãe, e a placenta nesse caso é responsável pela nutrição do embrião, e também pela produção de hemácias (eritrócitos = células vermelhas do sangue) nos primeiros estágios da vida. Nos répteis e aves o vitelo (gema do ovo) contem aproximadamente 60 calorias (três vezes mais do que a clara). Um ovo grande, pode conter: 2,7 g de proteínas, 210 mg de colesterol, 0,61 g de carboidratos e 4,5 g de gordura total. Vitaminas A, D, E e K (solúveis na gordura), sendo um dos raros alimentos que contém vita D. 


ALANTOIDE

É uma pequena bolsa em formato de salsicha (do grego: αλλαντοΐδα, allantoida, allantoides, pequena salsicha) ricamente vascularizada, encontrada apenas em répteis, aves e mamíferos monotremados (que colocam ovos = Equidna e Ornitorrinco). 
O alantóide Origina-se de uma evaginação do intestino primitivo.
Apresenta as seguintes funções:
1) em répteis e aves - armazenar os resíduos nitrogenados formados pelo embrião durante o desenvolvimento.
2) promover as trocas gasosas do embrião com o meio
3) promover a absorção do cálcio da casca do ovo para a formação do esqueleto. A descalcificação da casca facilita seu rompimento no momento da eclosão do filhote.
Nos demais mamíferos (marsupiais e placentários), isso não ocorre, pois o alantoide junta-se com o saco ou vesícula vitelínica, formando o cordão umbilical, que elimina as excretas nitrogenadas do sangue do embrião para o sangue da mãe através da placenta. Nesses mamíferos, os vasos sanguíneos do alantoide auxiliam na formação da placenta.
Os répteis, as aves e os mamíferos são amniotas e alantoidianos, por formarem âmnion e alantóide. Os peixes e os anfíbios, por sua vez, são anamniotas (sem âmnio)  e analantoidianos (sem alantoide), por não formarem âmnion nem alantóide, pois seu desenvolvimento se dá na água e os resíduos tóxicos de seu desenvolvimento podem ser liberados diretamente no meio (água).

ANEXOS EMBRIONÁRIOS II - VITELO E ALANTÓIDE

ANEXOS EMBRIONÁRIOS

VITELO



O vitelo (do Latim: vitellus = gema do ovo) é uma bolsa revestida por membrana que acumula reserva. O saco vitelínico é responsável pelo armazenamento de nutrientes, como lipoproteínas, vitaminas e colesterol. É o primeiro anexo embrionário que surge e está presente em peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Nos répteis e nas aves o saco vitelínico é bem desenvolvido. Enquanto que nos mamíferos é reduzido uma vez que a fecundação e o desenvolvimento é dentro do corpo da mãe, e a placenta nesse caso é responsável pela nutrição do embrião, e também pela produção de hemácias (eritrócitos = células vermelhas do sangue) nos primeiros estágios da vida.



ALANTÓIDE



É uma pequena bolsa ricamente vascularizada, encontrada apenas em répteis, aves e mamíferos monotremados (que colocam ovos = Equidna e Ornitorrinco). Origina-se de uma evaginação do intestino primitivo.
Apresenta as seguintes funções:
1) em répteis e aves - armazenar os resíduos nitrogenados formados pelo embrião durante o desenvolvimento,
2) promover as trocas gasosas do embrião com o meio, e
3) promover a absorção do cálcio da casca do ovo para a formação do esqueleto. A descalcificação da casca facilita seu rompimento no momento da eclosão do filhote.


Nos mamíferos, isso não ocorre, pois o alantóide junta-se com o saco ou vesícula vitelínica, formando o cordão umbilical, que elimina as excretas nitrogenadas do sangue do embrião para o sangue da mãe através da placenta.


Nos mamíferos, os vasos sanguíneos do alantóide auxiliam na formação da placenta.


Os répteis, as aves e os mamíferos são amniotas e alantoidianos, por formarem âmnion e alantóide. Os peixes e os anfíbios são anamniotas e analantoidianos, por não formarem âmnion nem alantóide, pois seu desenvolvimento é na água e seus resíduos tóxicos podem ser liberados diretamente no meio ambiente.

MAIS SOBRE O VOO DAS AVES


Adaptações para o voo



Vantagens do vôo

1- Acesso a alimentos no ar (insetos voadores), flores e frutos na copa de árvores ou localizar o alimento do de cima (roedores e peixes) e capturá-los sem que eles consigam escapar.

2- Maior eficiência e rapidez na procura de alimento e abrigo e fuga de predadores.

3- Migração para áreas mais favoráveis em busca de alimento e melhores condições climáticas (como ilhas, monhtanas...)

4- Dispersão a longa distância ou através de barreiras geográficas (povoar áreas antes inacessíveis ou difíceis por terra).

Requisitos para voar

1- Gerar com seus músculos ou a partir do ambiente uma força ascendente tal que contrabalanceie a força da gravidade.

2- Reduzir a resistência do meio, principalmente em vôos longos e rápidos.

3- Gerar força de impulso em várias velocidades e às vezes em espaços limitados.

4- Conservar a estabilidade, manobrar, frear e aterrissar de acordo com as necessidades.

5- Produção de força por um organismo reduzido.

6- Firmeza do tronco, costelas e asas durante o voo.

7- Produção e utilização eficiente da potência para o voo.

8- Possuir olhos adaptados e com boa acomodação visual (para manter o foco mesmo em velocidades elevadas).





VOO: ESTRUTURA E TIPOS DE PENAS


Estrutura e tipo de penas
(Atividade em casa usando a internet pesquise sobre os tipos de penas das aves)


AVES: ADAPTAÇÕES PARA O VOO

AVES: ADAPTAÇÕES PARA O VOO

AS ADAPTAÇÕES PARA O VOO ESTÃO
RELACIONADAS A DUAS LINHAS PRINCIPAIS

1) FORMATO AERODINÂMICO

2) REDUÇÃO DO PESO CORPORAL



A maioria das aves esteja adaptada ao vôo, todavia existem algumas exceções. O pingüim, por exemplo, não voa, mas pode nadar e mergulhar. Já o avestruz pode caminhar e correr.

As aves surgiram durante a Era Mesozóica, cerca de 150 milhões de anos atrás. Acredita-se que elas tenham evoluído de répteis bípedes aparentados aos dinossauros. O registro mais antigo de uma ave é o fóssil da espécie Archaeopteryx lithografica. Embora o Archaeopteryx possuísse penas, ele também apresentava outras características, como uma longa cauda e ossos compactos, mais semelhantes aos répteis do que às aves atuais.

Adaptações para o vôo

As aves possuem diversas adaptações para o vôo que estão relacionadas ao formato aerodinâmico e à redução do peso do corpo. A presença de membros anteriores, transformados em asas, e de penas são algumas dessas adaptações. A pena é uma estrutura leve, mas ao mesmo tempo flexível e resistente. Além de atuar no vôo, é também um importante isolante térmico.

O isolamento térmico fornecido pelas penas foi essencial para o surgimento da endotermia nas aves. Isso permitiu que o calor produzido pela alta taxa metabólica desses animais não se dissipasse para o ambiente externo. Esse isolamento também protege as aves da perda de calor gerada pela passagem do ar pelo corpo durante o vôo.

Muitos dos ossos das aves são pneumáticos. Isso significa que o seu interior é oco, o que os torna mais leves. No interior dos ossos pneumáticos existem extensões do pulmão chamadas de sacos aéreos. Os sacos aéreos contribuem para a redução da densidade das aves, além de promoverem a refrigeração interna e atuarem nas trocas gasosas durante a respiração.

Outras características que contribuem para a redução do peso são: ausência de dentes, ausência de bexiga urinária e atrofia das gônadas fora da época reprodutiva. Além disso, as fêmeas geralmente só possuem um ovário.

O osso que une as costelas na região ventral, o esterno, apresenta uma projeção chamada de quilha. A quilha é o ponto de inserção dos fortes músculos peitorais, responsáveis pelo batimento das asas.

Digestão e excreção

A ausência de dentes impede que as aves triturem o alimento na boca, antes de engolir. Esta função é assumida pela moela, uma região do estômago cujas paredes são dotadas de músculos fortes. Na moela os alimentos são triturados e esmagados, ou seja, é realizada a digestão mecânica. Algumas espécies armazenam pedrinhas na moela, que aumentam o atrito e auxiliam na trituração do alimento.

Muitas espécies possuem um papo. O papo corresponde a uma dilatação da porção posterior do esôfago e serve para armazenar, temporariamente, o alimento coletado. Quando estão com filhotes, as aves podem armazenar alimento no papo para transportá-lo até o ninho e alimentar a prole.

As aves, assim como a maioria dos répteis, excretam ácido úrico, uma substância nitrogenada que é insolúvel em água. As excretas são eliminadas na forma de uma pasta branca junto com as fezes, que possuem coloração escura.

Reprodução

A fecundação das aves é interna e, assim como os répteis, elas possuem um ovo terrestre com uma casca protetora externa. Internamente, encontram-se os anexos embrionários (âmnio, cório, alantóide e saco vitelínico).

As aves são animais ovíparos, ou seja, botam ovos que completam seu desenvolvimento fora do corpo materno. Isso contribui para a redução do peso da fêmea, pois ela não carrega o ovo ou o embrião dentro de seu corpo, como na ovoviviparidade e na viviparidade.

As aves chocam os ovos e cuidam dos filhotes após o nascimento. Este comportamento de cuidado com a prole é chamado de cuidado parental. Em muitas espécies tanto a fêmea quanto o macho realizam esta atividade.

Órgãos dos sentidos

As aves possuem a visão e a audição bem desenvolvidas. Esses sentidos são essenciais para um deslocamento eficiente no ar, durante o vôo. Já o olfato é pouco desenvolvido na maioria das espécies.

A produção de sons é realizada através de uma estrutura situada na base da traquéia, a siringe. A vocalização possui uma grande importância na comunicação das aves, sendo uma característica particular de cada espécie. A vocalização surge para a informação do estado do individuo para chamar atenção do bando e dos filhotes e para a corte e cópula (reprodução).




AVES: TETRÁPODES VOADORES

CLASSE: AVES

CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS AVES


1. Endotermia ou Homeotermia - o corpo apresenta temperatura constante (não varia com o ambiente).


2. Desenvolvimento de penas - isolamento térmico (forma um colchão de ar que isola o corpo do meio externo), auxiliam no voo e impedem que a água da chuva alcance a pele da ave. (As penas são impermeabilizadas com óleo proveniente da glândula uropigiana).

3. Desenvolvimento de ossos pneumáticos. Os ossos das aves desenvolveram câmaras internas que se comunicam com os sacos aéreos, tornando o esqueleto das aves mais leve, todavia muito resistente para suportar as fortes tensões geradas durante o voo.

4. Desenvolvimento de um sistema de sacos aéreos (diminuição do peso e da densidade) , facilitando alçar voo rapidamente, e aumentando a oxigenação do sangue.

6. Osso esterno se se expande para suportar grandes músculos peitorais, esse músculo gera enorme força durante o voo. O osso esterno adquire a forma de quilha (ou carena) para a inserção dos músculos peitorais adaptados ao voo, alem disso, auxilia na forma aerodinâmica da ave.

8. Desaparecimento da bexiga urinária, urina pastosa ou sólida (redução do peso).

9. Perdas dos dentes, mandíbula e maxilar transformado em bico (redução do peso) e auxílio na aerodinâmica.

10. Cuidado parental - os pais se revesam no cuidado com a prole, chocando os ovos e alimentando os filhotes até que estejam aptos a voarem e sobreviverem sozinhos no ambiente.

A GRANDE INOVAÇÃO DOS RÉPTEIS: O OVO AMNIÓTICO OU REPTILIANO

OVO AMNIÓTICO OU OVO REPTILIANO 


Casca do ovo: proteção contra impacto e contra desidratação, fonte de calcio para o embrião.

Membrana da casca: proteção contra desidratação (evita a perda de água).

Cório ou Córion: proteção para o saco vitelínico e para o embrião. As vilosidades coriônicas invadem o endométrio e permitem a transferência de nutrientes do sangue materno para o feto. Alem disso, o córion une-se com o alantoide (nas aves e nos répteis) para formar o alantocórion com função respiratória (promove trocas gasosas do feto com o meio). Nos répteis e nas aves o córion se localiza logo abaixo da casca (trocas gasosas) e nos mamíferos faz parte da placenta e também esta envolvido com a remoção e acúmulo de resíduos do metabolismo.

Câmara de ar: reserva de ar para o embrião.

Saco vitelínico ou Vitelo: reserva alimentar (constituído por lipoproteínas, vitaminas, colesterol).

Alantóide: depósito de resíduos do metabolismo das proteínas (excretas); responsável pelas trocas gasosas do embrião com o meio e mobiliza o cálcio da casca para o desenvolvimento dos ossos do embrião.

Âmnio: proteção contra traumas (choques mecânicos) e evita o ressecamento (desidratação) do embrião.

COMPARAÇÃO ENTRE PEIXES, ANFÍBIOS E RÉPTEIS


 ATIVIDADE

1. O alantoide é muito importante nos répteis e nas aves; localize-o (I) e explique porque esse anexo embrionário é muito importante nos repteis e nas aves e pouco desenvolvido e pouco importante nos mamíferos...

APRESENTE A RESPOSTA POR ESCRITO EM SEU CADERNO JUNTAMENTE COM O DESENHO EM TAMANHO GRANDE (E PREFERENCIALMENTE COLORIDO).
DESENHE VOCE MESMO E COLOQUE OS NOMES E AS FUNÇÕES.

2. Atividade de laboratório: pegue um ovo de galinha (ave). Quebre-o com cuidado. Coloque a parte líquida (clara e gema) em um frasco (bequer). Observe, faça um esquema e descreva o que voce vê. Casca: observe e descreva. com uma lupa observe a superfície da casca, descreva o que vc observou, gema desenhe, e dê sua composição química. Cozinhe um ovo de galinha e corte ao meio. Explique detalhadamente as mudanças que ocorreram e apresente uma explicação para esse fenômeno. Pesquise na internet e copie a estrutura dos aminoácidos constituintes da clara. 

EXERCÍCIOS SOBRE RÉPTEIS

EXERCÍCIOS (valor 10)


1) Cite e explique 4 características apresentadas pelos répteis que possibilitaram a conquista do ambiente terrestre.



2) Construa uma tabela comparando peixes, anfíbios e répteis quanto a:
habitat, epitélio de revestimento, respiração, reprodução, membros locomotores, equilíbrio corporal, percepção do ambiente e excreção. (Use a internet)



3) Desenhe um ovo reptiliano e coloque o nome e a função em cada uma de seus constituintes (não esqueça dos anexos embrionários).



4) Porque os embriões dos répteis necessitam da albumina presente na clara do ovo e do vitelo do saco vitelínico?

CLASSE REPTILIA

Classe: REPTILIA



Uma nova espécie de crocodiliano do Período Cretáceo (de cerca de 145,5 milhões a 65,5 milhões de anos atrás) foi descoberta no sudoeste da Tanzânia, com pernas mais finas e dentes que até então eram considerados exclusivos de mamíferos.
Os crocodilianos formam uma ordem de répteis aquáticos e ovíparos, que inclui os crocodilos, jacarés e o gavial, e são encontrados especialmente em regiões tropicais do mundo. Os crocodiliformes do Cretáceo, chamados de notossúquios, eram parentes distantes dos crocodilos e jacarés modernos.
Os notossúquios, que viviam nas massas terrestres do supercontinente Gondwana, tinham um nível de diversidade tanto morfológica como ecológica muito maior do que a encontrada nos atuais crocodilos. Um exemplo está na boca: em vez de fileiras de caninos cônicos e iguais, seus dentes eram divididos em tipos especializados em morder e em outros feitos para esmagar.
A descoberta da nova espécie, cujo fóssil foi encontrado em rochas de 105 milhões de anos, foi publicada na edição desta quinta-feira (5/8) da revista Nature.
Segundo Patrick O’Connor, do Ohio University College of Osteopathic Medicine, e colegas, na espécie, denominada Pakasuchus kapilimai, as fileiras superior e inferior de dentes entravam em contato de modo semelhante ao que até hoje havia sido observado apenas em mamíferos.
O animal também tinha o tamanho aproximado de um gato doméstico e era mais magro do que os crocodilianos atuais. Possuía ainda um pescoço flexível. Apesar das características inusitadas para a ordem, os cientistas afirmam que se tratava de um crocodiliforme.
A dentição mais complexa indica uma capacidade de processar alimentos que os crocodilos atuais – que simplesmente mordem e engolem – não possuem, mas os mamíferos sim.
De acordo com o estudo, o Pakasuchus kapilimai e outros notossúquios podem ter ocupado nichos ecológicos na Gondwana (supercontinente ao sul) que correspondiam aos preenchidos por mamíferos no hemisfério Norte.
“Um número de características dessa nova espécie – incluindo a redução no número de dentes e uma dentição especializada e similar à divisão em caninos, premolares e molares – é muito semelhante a características que foram críticas durante o curso da evolução dos mamíferos do Mesozóico para o Cenozóico”, disse O’Connor.
O artigo The evolution of mammal-like crocodyliforms in the Cretaceous Period of Gondwana Patrick M. O’Connor e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.

CLASSE AMPHIBIA = ANFÍBIOS

CLASSE: ANFÍBIOS
ANPHI: DUAL, AMBOS,
BIOS: VIDA

Em referência ao seu modo de vida que no incio ocorre dentro d´água e depois os adultos são terrestres, embora não podendo se afastar da água, devido a sua reprodução e umidificação da pele, uma vez que esta não possui queratina.






ATIVIDADES
Resolver as questões do livro texto e trazer para aula.




***

SURGIMENTO DOS TETRÁPODES

 A figura mostra o ancestral dos anfíbios (e por consequência de todos os tetrápodes) a partir dos peixes crossopterigios.

Fonte
http://www-news.uchicago.edu/releases/06/060405.tiktaalik.shtml

 Leia também:
http://www.devoniantimes.org/Order/re-tiktaalik.html

 
EXERCÍCIOS

1) ENUMERE AS DIFERENÇAS ENTRE PEIXES E ANFÍBIOS.

2) QUE CARACTERÍSTICAS ADAPTATIVAS PERMITEM OS ANFÍBIOS VIVEREM EM TERRA FIRME?

TRANSIÇÃO PARA A TERRA - SURGIMENTO DOS ANFÍBIOS

TRANSIÇÃO PARA A TERRA

OS CROSSOPTERIGIOS ERAM PEIXES COM NADADEIRAS LOBADAS E MUSCULOSAS QUE PODIAM SE ARRASTAR EM TERRA ENTRE UMA POÇA DE ÁGUA E OUTRA. OBSERVE OS OSSOS QUE SUSTENTAM AS NADADEIRAS ANTERIORES, QUE PASSARAM A FUNCIONAR COMO OSSOS DOS MEMBROS ADAPTADOS PARA ANDAR EM TERRA FIRME.


Um dos fósseis mais interessantes recuperados dos sedimentos Devonianos (com idade em torno de 375 milhões de anos), no hemisferio norte é o  Tiktaalik roseae. Esse fóssil apresenta diversas características compartilhadas por todos os tetrápodas terrestres. Entres as características podemos encontrar:
1) um pescoço livre - que permite o movimento da cabeça, isto é, esses animais podiam mover a cabeça (virar a cabeça como nós). Esse movimento é muito útil na captura em ambientes confinados como ocorre nos pântanos. Além disso esses animais podiam se mover em água rasas o que deu a eles uma vantagem seletetiva frente aos peixes que não podiam se mover nessas águas.
2) Mobilidade na articulação do pulso - o que favorece a natação e o movimento em terra firme.  
 
Tiktaalik roseae é a única espécie conhecida de Tiktaalik, um género de peixes sarcopterígeos (que possuem barbatanas com músculos) extintos do período Devoniano tardio (período da era Paleozóica compreendido aproximadamente entre 416 milhões e 359 milhões de anos atrás). O Tiktaalik apresenta muitas características típicas dos tetrápodas (animais de quatro membros locomotores (patas)). É um exemplo de várias linhas de sarcopterígeos antigos que desenvolveram adaptações aos habitats pobres em oxigénio das águas pouco profundas presentes no seu tempo, e que levaram à evolução dos primeiros anfíbios. Fósseis bem preservados foram encontrados na Ilha Ellesmere em Nunavut, Canadá.
Os primeiros fósseis do Tiktaalik roseae foram encontrados em 2004 no ártico do Canadá. Considerado um Fóssil de transição entre o Panderichthys e o Acanthostega, é conhecido e divulgado como Fóssil de transição que prova a transição dos peixes da água para a terra. O fóssil encontrado possui características comuns de peixes, como escamas e barbatanas; e de criaturas terrestres, como cabeça achatada, indício de pescoço, ombros, cotovelos e pulso.



ANFÍBIOS CARACTERÍSTICAS GERAIS

 1. Esqueleto - apresentam esqueleto ósseo formado por bicarbonato de cálcio e fosfato de cálcio.

 2. Respiração - respiração pulmonar (a bexiga natatória dos peixes originou um pulmão primitivo que foi se desenvolvendo e se aprimorando ao longo do tempo). Respiração cutânea - através da pele lisa, sem escamas, sem queratina e muito vascularizada (vasos sanguíneos que levam o sangue oxigenado para todo o corpo).

3. Dois pares de membros locomotores.

4. Pálpebras - por não estarem mais na água as pálpebras são essências para a umidificação dos olhos, sem elas os organismos ficariam cegos.

5. Coração formado por dois átrios e um ventrículo.

6. Primeiro grupo de organismos a apresentar tímpanos (membrana fina que capta sons por meio de ondas sonoras na atmosfera). Funções: captação de sons para proteção, localização de presas, localização de parceiros para cópula.

7. Primeiros organismos apresentar vocalização - funções: localizar coespecíficos para reprodução e demarcação de território e afastamento de competidores.

8. Sistema digestório completo terminando em uma cloaca.

TRANSIÇÃO PARA TERRA E EVOLUÇÃO DOS TETRÁPODAS

Peixes devonianos com nadadeiras lobadas e fortes que migraram para a terra lentamente através da seleção natural adaptaram-se a vida na interfácie terra-água, dando assim origem aos anfíbios. Um dos fósseis mais interessantes recuperados dos sedimentos devonianos foi o Ichthyostega. Esse fóssil apresenta diversas características compartilhadas por todos os tetrápodas terrestres. Entres as características podemos encontrar:

1) um pescoço livre - que permite o movimento da cabeça (dobrar o pescoço para os lados).

2) Mobilidade na articulação do pulso - o que favorece a natação e o movimento em terra firme.




























 

TRANSIÇÃO PARA TERRA E EVOLUÇÃO DOS TETRÁPODAS


Peixes devonianos com nadadeiras lobadas e fortes que migraram para a terra lentamente através da seleção natural adaptaram-se a vida na interfácie terra-água, dando assim origem aos anfíbios.

CLADOGRAMA MOSTRANSO AS CLASSES DE VERTEBRADOS

CLADOGRAMA MOSTRANDO AS CLASSES 
DO SUBFILO VERTEBRATA  E ALGUMAS CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES



SUPER CLASSE PISCES (PEIXES)


 PISCES - PEIXES


Os peixes vivem as águas salgadas dos mares e oceanos e as águas doces dos rios, e lagos.
Provavelmente, foram os primeiros vertebrados a surgir na Terra, e eram pequenos, sem mandíbula, tinham coluna vertebral cartilaginosa e uma carapaça revestindo seus corpos. Ao longo da evolução, houve uma série de adaptações que permitiram aos peixes melhores condições de sobrevivência em seu habitat. Inicialmente eram filtradores de partículas nutritivas suspensas na água ou depositadas no fundo do oceano, rios e lagos. Mas esse modo de vida os tornavam presas em potencial de alguns tipos de invertebrados, ao longo de milhões de anos evoluiram características que os permitiam tornarem-se eficientes predadores.
O termo "peixe" é frequentemente utilizado para descrever um vertebrado aquático com brânquias, membros  locomotores (se presentes), na forma de nadadeiras, e normalmente com escamas de origem dérmica no tegumento (epiderme). Sendo este conceito do termo "peixe" utilizado por conveniência, e não como uma unidade taxonômica, porque os peixes não constitui um grupo monofilético, já que eles não possuem um ancestral comum.

Tradicionalmente os peixes são divididos em dois grupos:
CHONDRICHTHYES: Peixes com esqueleto cartilaginosos  ex.: tubarões e raias.

OSTEICHTHYES: Peixes com esqueleto ósseos como por ex.: bacalhau, sardinhas, atum, salmão, garoupa.

Entretanto existiem ainda outros organismos que são incluidos nesse termo (peixe) como por exemplo, as lampreias e feiticeiras (Agnatha). 


CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS PEIXES

Bilaterais

Triblásticos

Celomados – Enterocelomados

Notocorda

Cordão nervoso dorsal oco

Fendas branquiais

Coração ventral

Cauda pós-anal

Epitelio de revestimento (com escamas, muco)

Esqueleto de origem mesodermica

Cordados

Gnatostomados

Vertebrados  (esqueleto cartilaginoso ou ósseo)
Pescilotérmicos (temperatura varia conforme o ambiente)
Aquáticos (marinho ou água doce)
Respiração branquial ou pulmonar (membrana da bexiga natatória é vascularizada e permite a realização das trocas gasosas entre o ar presente no interior desta e o sangue).
Brânquias livres  (peixes cartilaginosos) ou protegidas  por opérculo (peixes ósseos)
Boca ventral ou sub-terminal: peixes cartilaginosos ou  boca terminal ou anterior: nos peixes ósseos.

ORIGEM

No período Cambriano, cerca de 510 milhões de anos atrás, apareceram aos primeiros tipos de peixes, denominados de ''Ostracodermos''. 
Os Ostracodermos viveram nos oceanos antigos durante um curto período de tempo geológico, que durou do Cambriano (500 milhões de anos atrás) até o final do período Devoniano, cerca de 310 milhões de anos atrás. 
Os Ostracordermos eram organismos muito diferentes dos peixes que hoje nós conhecemos. 
Eram peixes que não apresentavam mandíbulas, tendo o corpo recoberto por placas ósseas.
Ostracodermos (fósseis) atualmente estão colocados na classe Agnatha ou Ciclostomata. 
Os Agnata atuais são peixes viventes que também não apresentam mandíbula e incluem peixes como as lampréias e feiticeiras.

 Lampreia um peixe parasita (Agnata) atualmente existente, atacando um peixe ósseo (Fonte Wikipedia).

Boca circular de uma Lampreia (Petromyzon) (Fonte: Wikipedia).

 Coluna geológica da origem dos peixes (Fonte: Wikipedia)

ORIGEM DA MANDÍBULA (1, 2 E 3)
A seguir acompanhe os vídeos sobre origem da mandibula nos peixes.

 (1) 

(2)

(3)


AGNATHA 

CARACTERÍSTICA DOS AGNATHA

Corpo com formato hidrodinâmico, alongado.
Sem mandibula ou maxila.
Sem escamas.
Boca circular para sucção e dentes pontiagudos para raspar. 
Sem nadadeiras pares.
Abas peitorais presentes em algumas formas extintas (atualmente desapareceram).
Nas espécies ancestrais a pele era revestida por fortes escamas ósseas, que foram perdidas nas atuais.
O esqueleto é cartilaginoso nas formas atuais e parece que nas espécies extintas elas também não eram ossificadas. 
A notocorda persiste nos adultos.
Apresentam um "olho pineal mediano" ou mancha fotossensível.
As formas extintas e atuais apresentam uma narina única e mediana, localizada à frente do olho pineal.
Apresentam sete ou mais aberturas brânquiais. 
A faringe é utilizada na alimentação por filtração, nas larvas e nos adultos das espécies extintas. 
Ex.: Lampreias e Peixe-bruxa (feiticeira) 
As feiticeiras são cavadores marinhos que fazem tocas em sedimento lodoso.

 Exemplos de Agnathos ancestrais.










 GNATOSTOMADOS 

Um dos mais antigos peixes mandibulados. 

primeiros peixes mandibulados (Fonte: Wikipedia)


Gnatostomado hipotético mostrando as partes derivadas em relação aos Agnatha (Fonte: várias fontes Wikipedia, Google images).
Filogenia dos Cordados. (Fonte: Wikipedia)
Forma do corpo
O corpo é fusiforme, hidrodinâmico, comprimido (achatado latero-lateralmente) ou deprimido (achatado dorso-ventralmente).



Circulação sanguínea


O sistema circulatório nos vertebrados e nos peixes é fechado (sangue circula dentro de vasos) e apresenta um coração, realizando o transporte de nutrientes e gases respiratórios. O coração dos cordados é sempre ventral mas com número variável de cavidades (2, 3 e 4 cavidades).


Circulação fechada

Neste tipo de circulação todo o percurso do sangue é realizado dentro dos vasos sanguíneos. É mais evoluída que a circulação simples, o coração é mais musculoso, há capilares, a pressão sanguínea e velocidade do fluxo são maiores e a quantidade de alimento que pode ser transportado por unidade de tempo também é maior. Encontramos este tipo de circulação nos anelídeos e nos vertebrados, e nestes últimos, ela pode ser simples ou dupla. 

Circulação fechada simples
Só existe um tipo de sangue, o venoso. Ocorre em vertebrados de respiração branquial:  os peixes. 
O sangue realiza trocas gasosas nas brânquias e retorna ao coração.

Circulação fechada dupla
Neste tipo de circulação há dois tipos de sangue: o sangue venoso e o sangue arterial, pois há uma circulação pulmonar e uma circulação sistêmica. 
Esses dois tipos de sangue nuca saem da rede de vasos sanguíneos.
Este tipo pode ser dividida em completa e incompleta. Quando há mistura dos dois tipos de sangue porque o coração possui menos de quatro câmaras ou a separação destas é incompleta, a circulação é dita incompleta. 
Se não há mistura dos dois tipos de sangue, ela é dita completa.

Reprodução 
Os peixes apresentam fecundação externa (a fêmea deposita os ovos e o macho os fecunda com seu esperma) ou interna (ocorre cópula com fecundação interna e desenvolvimento dos ovos internamente, no útero, da fêmea). Os ovos fecundados se desenvolvem  e do ovo eclode uma larva, o alevino.
Quanto a reprodução pode-se dividir os peixes em: 

Ovíparos: os filhotes se desenvolvem fora do corpo da mãe, dentro do ovo que contem os nutrientes necessários. Mais de 90% dos peixes pertencem a essa categoria.

Vivíparos: os filhotes se desenvolvem dentro do corpo da mãe recebendo diretamente dela os nutrientes necessários.

Ovovivíparos: ocorre uma combinação das duas formas, isto é, os filhotes se desenvolvem dentro do ovo e dentro do corpo da mãe. Na hora do nascimento, os filhotes saem do ovo.









Bibliografia 
Glossário importante sobre peixes:

Origem dos peixes 






EXERCÍCIOS DE REVISÃO

1) CITE 5 CARACTERÍSTICAS DA SUPERCLASSE DOS PEIXES.

2) DIFERENCIE PEIXE CARTILAGINOSO DE PEIXE ÓSSEO.
(Mínimo três características).

3) CITE 4 ADAPTAÇÕES DOS PEIXES AO AMBIENTE AQUÁTICO.




ADAPTAÇÕES DOS PEIXES 

Alguns peixes podem voar mas essa característica é uma adaptação para fugir de predadores. Assim eles ganham impulso e ao sair da água estendem suas barbatanas (nadadeiras peitorais) e planam por até 400 m de distância para fugir de seus predadores naturais.


COMPARAÇÃO ENTRE PEIXES CARTILAGINOSOS (CONDRÍCTES) E PEIXES ÓSSEOS (OSTEÍCTES) QUANTO AO ESQUELETO, ESCAMAS, VÁLVULA ESPIRAL, BRÂNQUIAS, POSIÇÃO DA BOCA, BEXIGA NATATÓRIA E SISTEMA DIGESTIVO.