quarta-feira, 31 de maio de 2017

EXERCÍCIOS SOBRE OS CNIDÁRIOS

Cnidários ou Celenterados

1) Esquema mostrando a organização do corpo de uma hidra (modificado de Storer and Usinger, 1980). O plano secciona o corpo acima de um broto, e mostra no detalhe os tecidos presentes na parede do corpo. No detalhe as células. De o nome de cada uma das estruturas numeradas e sua função.

2) Que inovações esse filo apresenta em relação ao filo que o precedeu? (Porifera)

3) Descreva a organização corporal desses organismos, falando sobre as células, tecidos, se possível descreva cada uma das células e trace um paralelo com as nossas próprias células. Há alguma diferença nos tipos de células?

4) Os cnidários foram os primeiros organismos a apresentarem sistema nervoso. No que a presença de neurônios auxiliou esses animais? 

5) Descreva a reprodução de organismo desse filo, por exemplo Anthozoa. No que uma fase móvel auxilia na adaptação desses organismos? Explique.

6) Que tipo de células desse organismo são responsáveis pelo movimento? Como elas são coordenadas para executar essa função? 

7) Explique em que situações o movimento é importante nesse organismo.


PLATELMINTOS

CICLO DE VIDA DOS PLATELMINTOS 

Ciclo de vida da Taenia solium, (solitária do porco) 
(fonte: internet)

CICLO DE VIDA DE UMA TAENIA SAGINATUS 
(Rupert, E. E.& Barnes R.D. Invertebrate Zoology 6th Edition, Saunders College Publ. 1994)



 CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS PLATELMINTOS
(REVISÃO)

 1. TRIBLÁSTICOS
Os platelmintos foram os primeiros animais a apresentar três folhetos embrionários, i.e., surgiu mais um "estrato ou camada" celular no desenvolvimento de seu embrião. Um grupo de células migrou para o espaço entre os dois folhetos pre-existente (ectoderme e endoderme) e se diferenciou em mesoderme. Esse novo folheto deu origem aos músculos, superando em complexidade os seus ancestrais os cnidários. E isso auxiliou muito na diferenciação e especialização celular do orgamismo.

2. Bilateralidade
Primeiro grupo de animais a apresentar simetria bilateral; essa característica auxiliou muito o movimento e reuniu em uma região do organismo os orgãos sensoriais. Assim o deslocamento se dava em uma direção geralmente se arrastando sobre o substrato (lodo) dentro d'água.
A partir dessa característica o organismo passou a ter  um LADO DIREITO um LADO ESQUERDO uma REGIÃO DORSAL  e uma REGIÃO VENTRAL (sobre a qual desliza).

3. Corpo achatado dorso-ventralmente
Essa característica também auxiliou o deslocamento no fundo de seu habitat aquático (deslizando sobre o substrato).






Exercício

1) Na abertura desse capítulo é mostrado o ciclo de vida de uma Taenia spp. descreva esse ciclo explicando os pontos onde podemos atuar para evitar que os humanos se infectem com esse parasita.
2) A que filo pertence esse verme?
3) Cite 4 característica desse filo.
4) Qual a outra doença transmitida pela Taenia solium ou pela T. sagainatus que não esta representada no esquema? E qual a medida profilática evitaria que adquiríssemos essa doença?

PLATYHELMINTHES (PLATELMINTOS)

FILO PLATELMINTOS  

Do grego: πλατύ, platy = achatado e ἕλμινς Helins: cujo radical é ἑλμινθ helminth que siginifica verme.
 

Caracteristicas gerais

1) TRIBLÁSTICOS 
(TRÊS FOLHETOS EMBRIONÁRIOS)
Primeiro filo a apresentar três folhetos embrionários:
Ectoderme
Mesoderme
Endoderme

2) BILATERALIDADE
Primeiro grupo de organismos a apresentar bilateralidade (dois lados Direito e Esquerdo e uma região anterior e outra posterior além de uma região ventral e outra dorsal)
Essa caracterísita auxiliou na melhoria do movimento
e com isso eles se tornaram melhores predadores.

3) CAVIDADE GASTROVASCULAR 
Apresenta sistema digestório incompleto com CAVIDADE GASTROVASCULAR (com boca e sem anus).

 Figura (acima) 1: Gânglios cerebrais; 2: Manchas ocelares; 3: Cavidade Gastrovascular


4) SISTEMA NERVOSO GANGLIONAR COM DOIS CORDÕES NERVOSOS LONGITUDINAIS

5) PRESENÇA DE OCELOS
 Órgãos especiais para detecção de luz constituído por células fotorreceptoras (embrião dos olhos, detectam luz entretanto não formam imagens).

6) TODOS SÃO HERMAFRODITAS
São orgamimos monóicos, apersentam os dois sexos no mesmo indivíduo. 

7) OUTROS PLATELMINTOS

Taenia solium - tênia do porto
Taenia saginata - tênia do boi
Schistosoma mansoni - esquistossomo




EXERCÍCIO 



Observe o esquema de uma planária

A) Dê os nomes das estruturas numeradas com os algarismos;1, 2 e 3.
 .
B) Cite 3 características desse filo.
 .
C) Explique como ocorre a digestão nesse organismo.
.
D) Faça o esquema do ciclo de vida do verme que causa a teníase (boi ou porco) e mostre onde podemos intervir para evitar a contaminação por esse verme.






FONTES:
Rupert, E. E. and Barnes, R. D. Invertebrate Zoology. Toronto, Saunders College Publ., 1994.

Storer, T. e Usinger, R. L. Zoologia Geral. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1984.

CICLO DE VIDA DE UM CNIDÁRIO

REPRODUÇÃO DOS CNIDÁRIOS 



OBSERVE O ESQUEMA ACIMA QUE MOSTRA A REPRODUÇÃO DE UM CNIDÁRIO (METAGÊNESE):

a) Explique a reprodução dos cnidários. 
b) Pinte de amarelo ou circule a fase medusóide
c) Destaque (pinte a larva de cor verde.
d) Que tipo de reprodução esta ocorrendo nesse organismo? Explique detalhadamente.
e) A que filo pertence esse organismo e a qual dos subreino, explique.
f) Explique a digestão nesse organismo.
g) Em seu caderno faça um esquema da parede do corpo desse animal e indique o nome e as funções de todas as estruturas.

CNIDÁRIOS OU CELENTERADOS

 CNIDÁRIOS OU CELENTERADOS

CNIDÁRIA

Do grego: Knide = Κνυδε = urtiga, urticante
devido aos cinidócitos que são urticantes.  

COELENTERATA

Do grego: Κουλοσ (koilos)= cavidade oca
Ενθέρον (enteron)= intestino

Celenterados do grego Koilos: cavidade oca + enteron: intestino

CARACTERÍSTICAS DOS CNIDÁRIOS

1)TECIDOS VERDADEIROS
PRIMEIRO GRUPO DOS METAZOA A APRESENTAREM TECIDOS VERDADEIROS:
EPIDERME E GASTRODERME
EPIDERME COM CÉLULAS EPITÉLIO-MUSCULARES 
GASTRODERME COM CÉLULAS  EPITÉLIO-DIGESTIVAS


ECTODERME DO EMBRIÃO: ORIGINA A EPIDERME - COM CÉLULAS EPITÉLIO-MUSCULARES.

ENDODERME DO EMBRIÃO: ORIGINA A GASTRODERME - COM CÉLULAS EPITELIO-DIGESTIVAS.

2) SIMETRIA RADIAL
O ANIMAL TEM CORPO CUJA SEÇÃO É CIRCULAR, ONDE PODE-SE PASSAR RAIOS QUE DIVIDEM O ORGANISMO EM PARTES IGUAIS. A SIMETRIA RADIAL CARACTERIZA-SE QUANDO PLANOS LONGITUDINAIS, QUE PASSAM PELO CENTRO DO CORPO DO ANIMAL DIVIDEM O MESMO EM PARTES IGUAIS. A SIMETRIA RADIAL É ENCONTRADA EM ALGUMAS ESPONJAS E EM TODOS OS CNIDÁRIOS (CORAIS, ANÊMONAS E MEDUSAS).
 SIMETRIA BILATERA NOS DEMAIS EUMETAZOA
compare com os Cnidários (simetria radial) 

3) PRIMEIRO FILO A APRESENTAR SISTEMA NERVOSO DO TIPO DIFUSO
OS NEURÔNIOS ESTÃO ESPALHADOS PELO CORPO DO ANIMAL FORMANDO UMA REDE. 
FUNÇÃO: COORDENAÇÃO DAS ATIVIDADES, PERCEPÇÃO DE ESTÍMULOS EXTERNOS, CAPTURA DE ALIMENTO E FUGA DE PREDADORES.

Sistema de redes de neurônios constituindo o sistema nervoso difuso dos cnidários. 

Neurônios do sistema  nervoso difuso de  uma hidra. 


SISTEMA NERVOSO DIFUSO NOS CNIDÁRIOS


O SISTEMA NERVOSO DOS CNIDÁRIOS COMPARADO COM ALGUNS GRUPOS DE EUMETAZOÁRIOS
4) PRIMEIRO ORGANISMO A APRESENTAR BOCA (ORIGINÁRIA DO BLASTÓPORO DA GÁSTRULA) 
A BOCA SEPARA O INTESTINO DO MEIO EXTERNO, JA QUE ESSES ORGANISMOS NÃO SÃO MAIS FILTRADORES COMO ACONTECE COM OS PORÍFEROS. ISSO FEZ COM QUE SE DIFERENCIASSE UM AMBIENTE INTERNO: A CAVIDADE GASTROVASCULAR, ONDE INICIA A DIGESTÃO (E QUE APRESENTA UMA COMPOSIÇÃO QUÍMICA DIFERENTE DO MEIO CIRCUNDANTE).  
5) PRIMEIRO ORGANISMO A APRESENTAREM UM INTESTINO PRIMITIVO CHAMADO DE CAVIDADE GASTROVASCULAR.
A DIGESTÃO INICIA NO INTESTINO (DIGESTÃO EXTRACELULAR) E TERMINA NAS CÉLULAS EPITÉLIO-DIGESTIVAS (DIGESTÃO INTRACELULAR); ASSIM, ESSES ORGANISMOS APRESENTAM AMBAS: DIGESTÃO EXTRACELULAR E INTRACELULAR. A CAVIDADE GASTROVASCULAR TEM A FUNÇÃO DE DIGESTÃO E DE FAZER CIRCULAR OS NUTRIENTES (SISTEMA CIRCULATÓRIO)



6) APRESENTAM TENTÁCULOS QUE CIRCUNDAM A BOCA.
OS TENTÁCULOS AUXILIAM NA CAPTURA DE DA PRESA (ALIMENTO) E TAMBÉM NA DEFESA DO ORGANISMO. 


7) APRESENTAM CÉLULAS ESPECIAS PARA ATAQUE E DESFESA CHAMADAS CNIDOBLASTO (KNIDE = URTICANTE)
NEMATOCISTOS SÃO NA REALIDADE CÉLUAS MECANORECEPTORAS QUE DISPARAM SEU FERRÃO EM QUALQUER SUPERFÍCIE QUE TOCAM. ALEM DISSO, ESTÃO LIGADOS TAMBÉM A REDE NERVOSA DIFUSA DO CORPO DO ANIMAL, QUE PROMOVE O DISPARO COORDENADO DE TODA UMA BATERIA DE CNIDOBLASTOS DE UMA REGIÃO DO ANIMAL.





8) FORMA DO CORPO: CILÍNDRICA (SIMETRIA RADIAL)
FORMA POLIPÓIDE: FORMA FIXA NO SUBSTRATO MARINHO OU LACUSTRE OU EM MADEIRAS, ROCHAS OU QUALQUER SUBSTRATO SUBMERSO EM ÁGUA DOCE OU SALGADA.
FORMA MEDUSÓIDE: FORMA LIVRE NATANTE COM FORMATO DE GUARDA-CHUVA.


9) APRESENTAM CÉLULAS NERVOSAS ESPECIAIS OS FOTORRECEPTORES, QUE DETECTAM LUZ. 


10) SÃO ORGANISMOS DIÓICOS, ISTO É, APRESENTAM SEXOS SEPARADOS (DIÓICOS: DI= DUAS + OIKOS= CASA)


11) REPRODUÇÃO: ASSEXUADA POR BROTAMENTO E SEXUADA: METAGÊNESE
NESTE TIPO DE REPRODUÇÃO OCORRE DUAS FAZES UMA FASE ASSEXUADA E UMA FASE SEXUADA. NA FASE ASSEXUADA HÁ REPRODUÇÃO POR BROTAMENTO, E NA FASE SEXUADA OCORRE O ENCONTRO DO ÓVULO E O ESPERMATOZÓIDE FORMANDO UM OVO OU ZIGOTO; ESTE SE TRANSFORMA EM UMA LARVA CHAMADA PLÂNULA, QUE NADA ATIVAMENTE; INDO SE FIXAR NO SUBSTRATO E FORMANDO UMA NOVA COLÔNIA.







Bibliografia

http://www.flaviocbarreto.bio.br/ens_medio/teste500.htm#dica_cnidarios
http://www.infoescola.com/biologia/cnidarios-coelenterata-celenterados/
http://sites.google.com/site/geologiaebiologia/obteno-de-matria-pelos-seres-heterotrficos
http://www.uprm.edu/biology/cursos/zoologia/3021/cnidaria_files/frame.htm
http://scienceblogs.com/pharyngula/2006/07/18/diploblasts-and-triploblasts/

http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1440-169X.2009.01103.x/full
http://rstb.royalsocietypublishing.org/content/363/1496/1523.full
http://artksthoughts.blogspot.com.br/2009/07/coelenterates-cnidarians-and-larvae.html
http://sites.sinauer.com/animalphys3e/boxex15.01.html
http://bioserv.fiu.edu/~walterm/Fund_Sp2004/nervous/nervous_text.htm


http://bioteaching.wordpress.com/2011/02/20/weekly-research-february-14-20-2011/ 

REPRODUÇÃO SEXUADA E ASSEXUADA NOS PORÍFEROS


Reprodução nos Poríferos

REPRODUÇÃO ASSEXUADA 

Muitas esponjas tem poderes  notáveis e regeneração. A regeneração foi empregada para a propagação comercial. Pedaços de esponjas são fixadas em concreto e submergidas no mar. A regeneração intensa em poucos anos produz esponjas de tamanho comercializável. Os arqueócitos são essenciais para a regeneração além de íons de cálcio e magnésio são necessários para a regeneração.
A reprodução assexuada pela formação de brotos (brotamento interno e externo) que posteriormente são liberados pelos pais não são muito comuns mas podem ocorrer em algumas espécies.
Diferente dos brotos, as gêmulas (que são agregados de diferentes tipos de células) são de ocorrência comum. Em esponjas de água doce arqueócitos cheios de alimento tornam-se circundados por outras células amebócitas (ou esponjiócitos) que depositam uma cobertura rígida composto por um material similar a espongina (colágeno). Espículas anfidiscos também são incorporadas e desta forma uma camada protetora grossa e resistente. No hemisfério norte a formação de grande quantidade de gêmulas acontece no outono; com a chegada do inverno as esponjas parentais se desintegram. As gêmulas são adaptadas ao frio, ao ressecamento e ao congelamento capacitando a espécie atravessar o inverno. Na primavera as novas esponjas iniciam seu desenvolvimento a partir das gêmulas. inicialmente muito pequenas, com o passar da estação chegando a alcançar grande biomassa no final do verão. 


Esquema de uma gêmula mostrando suas partes 
(fonte: Biodidac)


REPRODUÇÃO SEXUADA





Observe o esquema sobre a reprodução nos Poríferos

1) Formação dos gametas a partir da diferenciação dos amebócitos que estão no Mesohilo (mesênquima).
2) Há espécies hermafroditas (monóicas) e espécies com sexos separados (dióicas).
3) A corrente de água leva os espermatozoides ao encontro dos óvulos, e a fecundação (fusão dos gametas masculino e feminino) ocorre no mesohilo.
4) O desenvolvimento embrionário é indireto, pois há um estágio LARVAL chamado anfiblástula.
5) A larva nada para fora da esponja mãe, saindo pelo ósculo, e se fixa ao substrato iniciando seu desenvolvimento.






Bibliografia
















A REPRODUÇÃO NOS PORÍFEROS


 REPRODUÇÃO NOS PARAZOÁRIOS


As esponjas podem reproduzir-se de dois modos assexuada ou sexuadamente, conforme as condições ambientais. Quanto à reprodução sexuada a maior parte das esponjas é monóica (i.e., apresenta os dois sexos no mesmo indivíduo), entretanto existem espécies dióicas (sexos separados).





FIGURA 1. Gêmula mostrando sua estrutura (massa de arqueócitos = amebócitos) protegidas por um revestimento de espongina e espículas. 
Na Fig. 2 e 3, vemos uma larva ANFIBLÁSTULA  e uma esponja juvenil, já fixada ao substrato.


Bibliografia


http://pt.wikipedia.org/wiki/Porifera












FILO PORÍFERA (PORÍFEROS OU ESPONGIÁRIOS)

FILO PORIFERA 
PORÍFEROS OU ESPONGIÁRIOS

Os poríferos, também chamados de espongiários, são animais aquáticos, encontrados tanto em ambientes marinhos quanto de água doce. São organismos conhecidos e utilizados desde a antiguidade, foram incluídas ja no primeiro tratado de classificação de organismos, escrito em 350 a. C. por Aristoteles. Considerados inicialmente como plantas devido ao seu habito séssil e assimetria de muitos de seus representantes, sua natureza animal só foi reconhecida no final do século XVIII em 1765 quando se observou a corrente de água em seu corpo. Durante grande parte do século XIX Porífera e Cnidaria eram colocados juntos no táxon Radiata ou em Coelenterata. Foi o naturalista inglês R.E. Grant quem primeiro compreendeu a anatomia e fisiologia das esponjas e criou o nome Porífera, que significa “portador de poros".
São organismos sésseis, por não possuírem estruturas locomotoras, serem pouco móveis (apenas a larva é livre natante) e viverem fixos ao fundo marinho ou a rochas em rios e lagos, solitários ou em colônias; alguns podem fazer parte de recifes. O tamanho, forma e coloração variam bastante, de acordo com a espécie, fatores ambientais e associações com algas unicelulares e bactérias fotossintetizantes.
Apresentam corpo muito simples, sem tecidos diferenciados. 
Apresentam poros por toda extensão (superfície) corporal, também chamados de óstios, formados por células denominadas porócitos; estruturas que facilitam a comunicação, dos coanócitos (células que promovem o fluxo de água e a captura do alimento), e o átrio ou espongiocele. É pelos porócitos e óstios que a água entra no interior do animal – mais especificamente na espongiocele,ou átrio. 
O ósculo, na porção superior, é a maior abertura do corpo das esponjas e por onde a água sai, eliminando excretas e outros resíduos, inclusive gás carbônico. Por isso as esponjas são consideradas animais filtradores.
Externamente as esponjas são revestidas com células especiais os pinacócitos, células achatadas e unidas que revestem e protegem. 
Internamente, são os coanócitos: células ovoides, dotadas de flagelos e colarinho (coana), responsáveis pela circulação da água no corpo da esponja. Os coanócitos são células responsáveis pela captura de partículas alimentares, digestão intracelular (que ocorre  no citoplasma), e a transferência dos nutrientes para os amebócitos, que são células localizadas no mesohilo ou mesênquima. Os amebócitos são responsáveis pelo transporte dos nutrientes para as demais células do corpo da esponja.
No mesohilo encontramos também, células encarregadas da regeneração celular e reprodução  os arqueócitos e células responsáveis pela secreção de estruturas de sustentação esquelética os escleroblastos que produzem as espículas, que são estruturas formadas de carbonato de cálcio ou sílica, ou fibras proteicas, principalmente a espongina. 
As esponjas podem ser monoicos ou dioicos. Reproduzem-se assexuadamente por brotamento, fragmentação e, ainda, por gemulação, no caso das esponjas de água doce. 
Na reprodução sexuada os arqueócitos e coanócitos se modificam em óvulos e espermatozoides, que são liberados para o ambiente externo pelo ósculo e para dentro de outras esponjas, por meio das correntes de água.


Diferentes morfotipos de esponjas (asconoide, leuconoides e siconoides) e células coanócitos e amebócitos. 


ANATOMIA DE UMA ESPONJA
Saturnospongilla carvalhoi
A) Espécime sobre pequeno graveto; 
B, C, D) Gêmulas discóides em detalhe 
(Foto U.S. Pinheiro)

Microscopia eletrônica de varredura de Saturnospongilla carvalhoi.
A) Megasclera; B-F) Gemoscleras; G, H) Gêmulas discóides
(Foto U.S. Pinheiro)

Microscopia eletrônica de varredura de Ephydatia sp. 
A, B) Megascleras; C) Gemoscleras; D,E,F) Gêmula 
(Foto U.S. Pinheiro)

Gêmula. Esquema mostrando uma gêmula de uma esponja de água doce.
Pode-se ver a micrópila, as espículas anfidiscos, as fibras de espongina entre as espículas e os arqueócitos que preenchem todo o espaço interno da gêmula. As gêmulas são resistentes a dessecação (ressecamento), congelamento, e anoxia (falta de oxigênio) e podem permanecer nesse ambiente por grandes períodos de tempo. Gêmulas são similares ao endósporo bacteriano (produzido para resistir a situações desfavoráveis). As espículas são constituidas de amebócitos circundados por uma camada de espículas e pode sobreviver a condições que matariam a esponja adulta. quando o ambiente tornar-se menos hostil a gêmula regenera todo o individuo. 


Na figura acima são apresentados o eixo basal-apical e o polo anterior e posterior de algumas esponjas. (Eixo apical-basal e polo anterior-posterior das larvas e adultos de algumas espécies de esponjas). (a) MEV da larva de  Clathriina reticulata (Calcinea) larva. (b) MEV da larva de  Halisarca dujardini. (c) Microscopia ótica de Esperiopsis koltuni parenchymella. (d) Polymastia artica do Mar Branco (White Sea). (Courtesy of M. Fedjuk). (e) Sycon sp. White Sea (Courtesia of M. Fedjuk). (f) Haliclona aquaeductus from White Sea (Courtesy of M. Fedjuk). As flechas indicam a  posterior–anterior (a–c) e o eixo basal–apical (d–f). ap: polo anterior, pp: polo posterior, o: ósculo.


ESPÍCULAS DE ESPONJAS 




ESPONJA MARINHA 
LARVA DE UMA ESPONJA 
(Imagens: Google images)


Reino Metazoa
Sub reino Parazoa
Filo Poriphera
(Poríferos, esponjas)



Diferentes aspectos da organização das esponjas, desde seu mutualismo com bactérias e algas, seu estágio anfiblástula, a forma de seus ancestrais hipotéticos e organização dos tipos Asconóide, Leuconóide e Siconóide, são apresentados. 



Exercícios

1) (10ÖFaça um  esquema do corpo de uma esponja em seu caderno e coloque os nomes nas estruturas constituintes e dê a função de cada uma dessas estruturas.

2) (2ÖDescreva a digestão nesses organismos. (Faça um esquema em seu caderno da digestão intracelular nesses organismos e explique todo o processo).

3) (2ÖCite a apomorfia desses animais e faça um esquema da mesma e dê os nomes das estruturas.

4) (4ÖQue características ancestrais os organismos do subreino PARAZOA compartilham com os EUMETAZOA?

5) (5ÖConstrua um cladograma dos Metazoários e coloque as apomorfias relativo a cada ramo (clado) existente.

6)(4Ö) Leia o texto abaixo: "Espongiose" de Ulisses dos Santos Pinheiro (2008), extraído de um importante trabalho sobre esponjas publicado na Revista Eletrônica do Museu Nacional e USP Ciências e responda as seguintes questões:

a) O que tem nas esponjas que pode causar irritações nos tecidos humanos?
b) Após ler o texto, pesquise para que serve a sílica atualmente para nós humanos.
c) Como é chamada a doença causada pelas esponjas

7) (4Ö) O tamanho e a forma das esponjas variam muito, entretanto, o fluxo de água no interior das espojas sempre segue o seguinte sentido: poros  átrio ósculo.
Baseando-se nas informações acima, no esquema e no seu conhecimento sobre o modo de vida dos poríferos, explique a importância ecológica das esponjas para a saúde dos ambientes aquáticos, indicando o tipo  mais eficiente, justificando a indicação.

8) (3Ö) Uma esponja é capaz de movimentar um volume de água considerável. Estudos mostram que algumas esponjas grandes (2m3 de volume e um poro com 50 micrômetros de diâmetro) podem bombear seu próprio volume em água a cada 20 segundos. Sendo assim, que volume de água essa esponja bombeará em 1minuto?

9) (5Ö) Descreva através de um esquema o desenvolvimento embrionário dos metazoários, salientando sua apomorfia. 

Espongiose

Ulisses dos Santos Pinheiro (2008) - Departamento de Zoologia – CCB/UFPE

Espongiose se refere a acidentes com esponjas que normalmente causam inflamações no tegumento atingido. Um dos indícios da espongiose é a coceira, além de forte reação alérgica, a qual pode requerer cuidados médicos urgentes. Isto normalmente ocorre por que as esponjas, ao morrerem, têm seu colágeno completamente decomposto, liberando para o ambiente todo seu esqueleto silicoso que é composto por espículas. Estas espículas penetram no tegumento causando as inflamações. Segundo Machado (1947), os Carajás (uma das tribos indígenas amazônicas) usavam espículas de esponjas de água doce para fabricar cerâmica. Esse autor descreve que “os indígenas pulverizam espongiários, calcinados previamente ou não, e adicionam à argila com que fabricam peças de sua cerâmica”. As mãos das oleiras indígenas que trabalhavam com cauxí (argila mista com espículas de esponjas) possuíam dermatite purulenta. Hilbert (1955) chama a atenção para a preferência dos caboclos pelo caripé (argila mista com cinzas de tecidos vegetais pertencentes a licania, uma rosácea) ao invés do cauxí. Os motivos por essa escolha estavam relacionados com os inchamentos das mãos causadas pelo cauxí e, ainda, porque os utensílios de cozinha fabricados com esse material causavam desarranjos estomacais.
Um dos casos de espongiose mais recente foi o surto de dermatites e cegueiras ocorrido em Araguatins (Tocantins). Sua população ao entrar em contato com a água do rio da região sofriam de vários casos de dermatite e cegueiras. O fato curioso é que estes acidentes só ocorriam na época de águas baixas, não ocorrendo sintomas na época da cheia. Após uma ampla investigação científica, Volkmer-Ribeiro et al. (2006) concluíram que tais lesões eram causadas por duas espécies de esponjas Drulia uruguayensis e Drulia ctenosclera, que ao morrerem liberam na coluna d’água muitas espículas, sendo a gemosclera o principal agente causador de acidentes oculares e dermatites. No caso de Araguantins tal acumulo de espículas foi conseqüência de alterações antrópicas que geraram o desequilíbrio no meio.
Outra espécie de esponjas de água doce que já foram registrados acidentes é a Sterrastrolepis brasilinesis, uma esponjas endêmica da Bacia do Paraná, conhecida popularmente como “espinho de pedra”. Esta espécie possui projeções cônicas que ficam aderidas fortemente ao substrato rochoso e por serem extremamente duras, ao inadvertidamente pisar nestas esponjas, os banhistas acabam perfurando os pés.


Bibliografia 

BARNES, R. Invertebrate Zoology (modificado)

CAMPBELL; N. RICE, J.B. e cols. 2010. Biologia. Porto Alegre, Artmed Ed. S.A.

ERESKOVSKY, Alexander V. The Comparative Embryology of Sponges
Dordrecht; St. Pertersburg Univ. Press; Springer Science, 2010.

ESPONJAS BRASILEIRAS DE ÁGUA DOCE 

EMBRIOLOGIA DOS METAZOÁRIOS

EMBRIOLOGIA DOS METAZOÁRIOS

FECUNDAÇÃO NO REINO METAZOA
Seqüência de eventos que se iniciam com o encontro do gameta feminino (óvulo) e do gameta masculino (espermatozóide). Após a fecundação o zigogo passa por diversas mitoses gerando os blastômeros. Um blastômero é o tipo de célula produzida pela clivagem (divisão celular) do zigoto depois da fertilização (fecundação) e é um processo essencial para a formação da mórula e da blástula. 



APOMORFIA

TODOS OS METAZOA PASSAM POR UMA FASE DE BLÁSTULA COM BLASTOCELE (EMBRIÃO COM CAVIDADE); ESSA CARACTERÍSTICA É CONSIDERADA A APOMORFIA DOS METAZOÁRIOS. 


 Larva de porífero (esponja) e desenvolvimento pós-larval.
Metamorfose da larva anfiblástula em esponja juvenil.

Figura mostrando em A, fibras de espongina que faz parte do esqueleto de algumas esponjas; B: uma colonia mostrando o esqueleto esponjoso de uma esponja comercial (gênero Spongia sp. do mediterrâneo; todos os indivíduos ou "ramets" (brotos) são estruturados com espongina). C:  rede de espongina com espículas mergulhadas na proteína, e em D: esponja  mostrando espículas parcialmente mergulhadas na espongina (um tipo especial de colágeno presente apenas nos poríferos). 

A figura acima mostra o destino do zigoto no filo dos poríferos: celoblástula, estereoblástula, anfiblástula e parenquímula.   


Logo depois da fecundação ocorre a formação do zigoto. Este passa por inúmeras divisões celulares formando a mórula, blástula e gástrula. Depois do estágio de blástula ocorre a formação da larva ciliada, livre natante, da esponja, dependendo da especie ela é chamada de anfiblástula. Esta permanece por algum tempo fazendo parte do plâncton  indo depois fixar-se ao substrato, dando origem a uma nova esponja. Acima na figura Metamorfose da larva em espoja juvenil em B, C, D e E temos as fases pelas quais as larvas ciliadas passam até fixarem-se a um substrato e iniciarem sua vida como esponjas. 




BIBLIOGRAFIA

CAMPBELL; N. RICE, J.B. e cols. 2010. Biologia. Porto Alegre, Artmed Ed. S.A.

BARNES, R.D. RUPPERT, E. E. Invertebrate Zoology. 6th Ed. Saunders College Publishing.1994.