18.5.25

O OVO

O OVO COMO ALIMENTO 

O Ovo de Galinha na Alimentação Humana: 
Um Alimento Completo e Versátil

O ovo de galinha é um dos alimentos mais nutritivos e versáteis do mundo, consumido há milênios em diversas culturas. Rico em proteínas de alto valor biológico, vitaminas, minerais e gorduras saudáveis, ele é considerado um super-alimento acessível e fundamental para uma dieta equilibrada.  

Valor Nutricional
Um ovo médio (cerca de 50g) contém:  
- Proteínas (6g): Contém todos os aminoácidos essenciais, importantes para músculos, imunidade e reparo celular.  
- Gorduras boas (5g): Inclui ácidos graxos ômega-3 (em ovos enriquecidos) e colina, vital para o cérebro.  
- Vitaminas: A (visão), D (ossos), E (antioxidante), B12 (energia) e folato (metabolismo).  
- Minerais: Ferro, zinco, selênio e fósforo.  
- Calorias: Apenas 70-80 kcal por unidade.  

Benefícios para a Saúde
✔ Músculos e saciedade: Ideal para atletas e dietas de emagrecimento.  
✔ Saúde cerebral: A colina melhora memória e desenvolvimento cognitivo.  
✔ Olhos: Antioxidantes como luteína e zeaxantina previnem degeneração macular.  
✔ Coração: Estudos recentes mostram que o consumo moderado **não aumenta** o risco cardiovascular em pessoas saudáveis.  

Mitos e Verdades
- Colesterol: Apesar da gema ter colesterol, para a maioria das pessoas, ele não eleva significativamente o colesterol sanguíneo. O fígado regula a produção com base na ingestão.  
- Ovo cru vs. cozido: O cozimento melhora a digestibilidade da proteína e reduz riscos de salmonelose.  

Versatilidade Culinária
O ovo é um coringa na cozinha:  
- Cozido, pochê ou frito: Para café da manhã ou pratos rápidos.  
- Omeletes e farofas: Fonte de proteína em refeições.  
- Confeitaria: Essential em bolos, sobremesas e maionese.  
- Cultural: Presente em pratos como o shakshuka (Oriente Médio), tamagoyaki (Japão) e feijoada (Brasil).  

Armazenamento e Segurança
- Guarde na geladeira (mesmo com casca lavada).  
- Evite consumir crus sem pasteurização (risco de bactérias).  
- A casca porosa não deve ser lavada antes do armazenamento (aumenta a entrada de microrganismos).  

O ovo é um alimento completo, econômico e adaptável a diversas dietas. Quando consumido como parte de uma alimentação balanceada, oferece benefícios que vão desde o desenvolvimento muscular até a proteção contra doenças. Sua história na nutrição humana continua a se reinventar, mantendo-o como um ingrediente insubstituível na gastronomia global. Para quem busca praticidade, ovos cozidos são excelentes lanches proteicos!

O ovo é um alimento especial, riquíssimo em nutrientes essenciais para a saúde, versátil e seguro. A maioria dos ovos não é contaminada por Salmonella spp. ou outros microrganismos, mas seu alto consumo, por vezes associado ao cozimento insuficiente, tornaram este alimento uma recorrente preocupação de saúde pública. Visando reforçar o status de alimento seguro, associamos as boas práticas de produção com informações sobre as vias de contaminação por Salmonella spp. e as barreiras antimicrobianas naturais dos ovos.

Ovo de galinha



Entende-se por Boas Práticas de Produção (BPP) o conjunto de medidas que devem ser adotadas pelo produtor para garantir a sua própria biossegurança, a biosseguridade avícola e a qualidade dos ovos. As boas práticas de higiene no sistema de produção são fundamentais para prevenir a contaminação dos ovos.

Como ocorre a contaminação dos ovos por Salmonella spp?

Em condições saudáveis de reprodução e postura o conteúdo dos ovos geralmente é isento de microrganismos. Entretanto, o interior e a casca dos ovos podem ser contaminados por diferentes sorovares de Salmonella spp. antes da postura, como resultado da infecção dos órgãos reprodutores da galinha, recebendo a denominação de via de transmissão vertical ou transovariana, ou contaminação primária.

Enteritidis

Salmonella enterica sorovar Enteritidis é a bactéria mais associada com infecção dos ovos. Isto pode ser atribuído a três fatores principais:

Sua capacidade efetiva de colonizar o ovário e o oviduto das galinhas poedeiras por um longo período.

A disseminação e persistência em matrizes na maior parte do mundo.

Habilidade diferencial em penetrar, sobrevier e multiplicar no interior do ovo (Baron et al., 2016; EFSA, 2014; Thorns, 2000).

Se a galinha estiver infectada por diferentes cepas, sorovares e subespécies de Salmonella, necessariamente não significa que todos os ovos oriundos desta ave serão contaminados. Galinhas portadoras podem originar ovos livres da bactéria (Gantois et al 2008).

Entretanto, a permanência de portadoras dentro das granjas favorece a adaptação bacteriana naquele ambiente, colocando em risco a manutenção futura da atividade avícola, além dos potenciais impactos em saúde pública.

As cepas que permanecerem naquele ambiente podem paulatinamente adquirir resistência e maior viabilidade de infecção. Sabe-se que as galinhas podem se infectar com Salmonella spp. em qualquer fase da vida, mas infecções nas primeiras horas de vida são epidemiologicamente as mais importantes (AgrawL et al., 2005).

A exposição de pintinhos jovens, altamente suscetíveis a S. Enteritidis pode resultar na colonização do trato intestinal, persistindo até a maturidade (Gast and Holt, 1998; Van Immerseel et al., 2004).

A outra rota de contaminação por Salmonella spp. é pela superfície da casca, com eventual penetração dos microrganismos. Os ovos são particularmente propensos a essa contaminação após a postura, a via de transmissão horizontal ou através da casca, também denominada contaminação secundária.

Em se tratando de contaminação do ar por Salmonella spp., ressalta-se que a bactéria apresenta boa viabilidade no ambiente de produção e excelente adaptação na poeira. Em estudos conduzidos por McWhorter & Chousalkar (2020), Salmonella spp. persistiu em amostras de poeira por 8 semanas. De acordo com os autores o teor de umidade total da poeira (atividade da água) influencia a persistência desta bactéria.

Além da contaminação transovariana, a casca pode adquirir microrganismos de todas as superfícies com as quais entra em contato e do ar ambiente. Fezes, água suja, alimentação contaminada, insetos, mãos sujas, ovos quebrados, sangue, solo ou poeira da cinta da esteira são as fontes mais comuns de contaminação da casca do ovo (Ricke et al., 2001). 
A extensão da contaminação dos ovos está diretamente relacionada a limpeza e higiene dessas superfícies (Board et al., 1995).

Ambientes limpos de armazenamento nas granjas, mesmo em situações onde o ovo será armazenado por um período curto, influenciam na vida útil e qualidade do ovo, além de propiciar maior segurança ao consumidor por minimizar a ocorrência de contaminação da casca do ovo.

Existem barreiras antimicrobianas naturais nos ovos

O ovo possui um sistema de defesa que impede a penetração dos microrganismos e, particularmente a deterioração do seu compartimento vital mais nutritivo, a gema.

A cutícula, a casca e suas membranas constituem a primeira barreira de proteção (Figura 1). A chalaza também atua como barreira física, e em combinação com a viscosidade do albúmen, mantem a gema numa posição central. A última barreira é a membrana vilelina que envolve a gema (EFSA, 2014; Okuno et al., 2019).









Bibliografia





















PLATELMINTOS REVISÃO

 REVISÃO 

PLATELMINTOS
CICLO DE VIDA DOS PLATELMINTOS PARASITAS 

Ciclo de vida da Taenia solium, (solitária do porco) 
(fonte: internet)

CICLO DE VIDA DE UMA TAENIA SAGINATUS 
(Rupert, E. E.& Barnes R.D. Invertebrate Zoology 6th Edition, Saunders College Publ. 1994)



 CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS PLATELMINTOS
(REVISÃO)

 1. TRIBLÁSTICOS
Os platelmintos foram os primeiros animais a apresentar três folhetos embrionários, i.e., surgiu mais um "estrato ou camada" celular no desenvolvimento de seu embrião. Um grupo de células migrou para o espaço entre os dois folhetos pre-existente (ectoderme e endoderme) e se diferenciou em mesoderme. Esse novo folheto deu origem aos músculos, superando em complexidade os seus ancestrais os cnidários. E isso auxiliou muito na diferenciação e especialização celular do organismo.

2. BILATERALIDADE
Primeiro grupo de animais a apresentar simetria bilateral; essa característica auxiliou muito o movimento e reuniu em uma região do organismo os órgãos sensoriais. Assim o deslocamento se dava em uma direção geralmente se arrastando sobre o substrato (lodo) dentro d'água.
A partir dessa característica o organismo passou a ter  um LADO DIREITO um LADO ESQUERDO uma REGIÃO DORSAL  e uma REGIÃO VENTRAL (sobre a qual desliza).

3. CORPO ACHATADO DORSO-VENTRALMENTE
Essa característica também auxiliou o deslocamento no fundo de seu habitat aquático (deslizando sobre o substrato).

4. SISTEMA DIGESTÓRIO
O sistema digestório dos platelmintos, é muito semelhante ao sistema digestório dos Cnidários que os precederam e dos quais descendem filogeneticamente. O sistema digestório chama-se como nos cnidários: CAVIDADE GASTROVASCULAR ou CELENTÉRIO. Todavia esse intestino primitivo é bem mais ramificada uma vez que tem que digerir e distribuir mais eficientemente os nutrientes para as células musculares e epidérmicas.


Figura mostrando a faringe e o sistema digestório.


5. SISTEMA NERVOSO

Sistema nervoso e excretor de uma planária 

O sistema nervoso dos platelmintos já mostra uma tendência à centralização dos neurônios na região anterior do corpo onde encontram-se os ocelos (ou manchas ocelares) que são células fotossensíveis (reagem ao estímulo da luz) e conduzem aos gânglios nervosos esses estímulos. 



6. SISTEMA EXCRETOR 
Primeiro filo a apresentar um sistema excretor que retira dos tecidos os excretas principalmente amônia (NH3) e joga para fora do corpo e com isso umedecendo a epiderme com esse líquido. Essa célula chama-se PROTONEFRIDIO ou SOLENÓCITO, OU CÉLULA FLAMA.

Sistema excretor nos platelmintos pode ser visto aqui nesse link.



Bibliografia

Exercícios

1) Na abertura desse capítulo é mostrado o ciclo de vida de uma Taenia spp. descreva esse ciclo explicando os pontos onde podemos atuar para evitar que os humanos se infectem com esse parasita. (assista o vídeo e responda a questão)



2) A que filo pertence esse verme? Produza um texto de 15 linhas dissertando sobre as características evolutivas desse filo. 

3) Cite 4 característica desse filo e uma característica apomórfica.

4) Qual a outra doença transmitida pela Taenia solium que não está representada no esquema? E qual a medida profilática evitaria que adquiríssemos essa doença?



 






(Publicado em 20/IV/2022 atualizado em 18/V/2025)

RHODOPHYTA

 ALGAS VERMELHAS

Algas vermelhas, ou Rhodophyta, do grego antigo ῥόδον, rhódon, significando "rosa", e φυτόν, phutón, "planta", constituem um dos grupos mais antigos de algas eucarióticas. Elas formam um dos maiores filos de algas, abrangendo mais de 7.000 espécies atualmente reconhecidas, com revisões taxonômicas ainda em curso.

Alga vermelha microscópica. (Gonçalves, s/d)

Algas vermelhas (Moura, 2022)


Algas vermelhas (Moura, 2022)

A maioria das espécies (6.793) está classificada na Florideophyceae, consistindo principalmente de algas marinhas multicelulares, incluindo muitas algas marinhas de importância ecológica e econômica. Embora sejam abundantes em habitats marinhos, as algas vermelhas são relativamente raras em águas doces, apenas cerca de 5% das espécies ocorrem nesses ambientes, com maior concentração em regiões de clima mais quente.

Notavelmente, com exceção de duas espécies que habitam cavernas costeiras (pertencentes à classe assexuada Cyanidiophyceae), não existem espécies terrestres de algas vermelhas. Essa ausência pode ser atribuída a um gargalo evolutivo no qual o último ancestral comum dessas algas perdeu aproximadamente 25% de seus genes essenciais e grande parte de sua plasticidade evolutiva.

As algas vermelhas formam um grupo distinto caracterizado por possuir células eucarióticas sem flagelos e centríolos, cloroplastos que não possuem retículo endoplasmático externo e contêm tilacóides não empilhados (estroma), e usam ficobiliproteínas como pigmentos acessórios, que lhes conferem sua cor vermelha. As algas vermelhas armazenam açúcares como amido florideano, que é um tipo de amido que consiste em amilopectina altamente ramificada sem amilose, como reservas alimentares fora de seus plastídios. A maioria das algas vermelhas também é multicelular, macroscópica, marinha e se reproduz sexualmente. A história de vida das algas vermelhas é tipicamente uma alternância de gerações que pode ter três gerações em vez de duas. As algas coralinas, que secretam carbonato de cálcio e desempenham um papel importante na construção de recifes de corais, pertencem a este grupo. Algas vermelhas como dulse (Palmaria palmata) e laver (nori/gim) são uma parte tradicional das culinárias europeia e asiática e são usadas para fazer outros produtos como ágar, carrageninas e outros aditivos alimentares.

Os cloroplastos evoluíram após um evento endossimbiótico entre uma cianobactéria fotossintética ancestral e um fagotrófico eucariótico primitivo. Este evento (denominado endossimbiose primária) resultou na origem das algas vermelhas e verdes, e das glaucófitas, que constituem as linhagens evolutivas mais antigas de eucariotos fotossintetizantes. Um evento de endossimbiose secundária envolvendo uma alga vermelha ancestral e um eucarioto heterotrófico resultou na evolução e diversificação de várias outras linhagens fotossintéticas, como Cryptophyta, Haptophyta, Stramenopiles (ou Heterokontophyta) e Alveolata. Além das algas marrons multicelulares, estima-se que mais da metade de todas as espécies conhecidas de eucariotos microbianos abrigam plastídios derivados de algas vermelhas.

A maioria dos rodófitos é marinha com uma distribuição mundial e é frequentemente encontrada em profundidades maiores em comparação com outras algas marinhas. Embora isso fosse atribuído anteriormente à presença de pigmentos (como a fitoeritrina) que permitiriam que as algas vermelhas habitassem profundidades maiores do que outras macroalgas por adaptação cromática, evidências recentes questionam isso (por exemplo, a descoberta de algas verdes em grande profundidade nas Bahamas). Algumas espécies marinhas são encontradas em margens arenosas, enquanto a maioria das outras pode ser encontrada presa a substratos rochosos. As espécies de água doce representam 5% da diversidade de algas vermelhas, mas também têm uma distribuição mundial em vários habitats; Eles geralmente preferem riachos limpos e de alto fluxo com águas claras e fundo rochoso, mas com algumas exceções. Algumas espécies de água doce são encontradas em águas pretas com fundo arenoso e ainda menos são encontradas em águas mais lênticas. Os táxons marinhos e de água doce são representados por formas macroalgais de vida livre e formas menores endo/epífíticas/zóicas, o que significa que elas vivem em ou em outras algas, plantas e animais. Além disso, algumas espécies marinhas adotaram um estilo de vida parasitária e podem ser encontradas em hospedeiros de algas vermelhas estreitamente ou mais relacionadas à distância.

No sistema de Adl et al. 2005, as algas vermelhas são classificadas em Archaeplastida, juntamente com as glaucófitas e algas verdes, além das plantas terrestres (Viridiplantae ou Chloroplastida). Os autores utilizam um arranjo hierárquico em que os nomes dos clados não indicam classificação; o nome da classe Rhodophyceae é usado para as algas vermelhas. Não são fornecidas subdivisões; os autores afirmam: "Os subgrupos tradicionais são construções artificiais e não são mais válidos."

Muitos estudos publicados desde Adl et al. 2005 forneceram evidências que concordam com a monofilia em Archaeplastida (incluindo algas vermelhas). No entanto, outros estudos sugeriram que Archaeplastida é parafilético. Em janeiro de 2011, a situação parecia não resolvida.

Existem outras taxonomias publicadas de algas vermelhas usando dados taxonômicos alfa moleculares e tradicionais; No entanto, a taxonomia das algas vermelhas ainda está em constante mudança (com a classificação acima do nível de ordem tendo recebido pouca atenção científica durante a maior parte do século XX).

Se definirmos o reino Plantae como Archaeplastida, as algas vermelhas farão parte desse reino. 
Se Plantae for definido de forma mais restrita, como Viridiplantae, então as algas vermelhas podem ser consideradas um reino próprio, ou parte do reino Protista.


Algas Vermelhas (Rhodophyta)

As algas vermelhas, ou Rhodophyta (do grego antigo ῥόδον, rhódon, "rosa", e φυτόν, phutón, "planta", são um dos grupos mais antigos de algas eucarióticas. Elas formam um dos maiores filos de algas, com mais de 7.000 espécies reconhecidas** (sujeitas a revisões taxonômicas). A maioria dessas espécies (6.793) pertence à classe Florideophyceae e inclui algas marinhas multicelulares, muitas das quais são amplamente conhecidas. 

Distribuição e Habitat

- Marinhas: Abundantes em oceanos, mas raras em água doce (apenas **5% das espécies**). 

- Água doce: Mais comuns em regiões tropicais e subtropicais. 

- Terrestres: Apenas duas espécies vivem em cavernas costeiras (classe Cyanidiophyceae). 

Características Únicas

- Células eucarióticas sem flagelos ou centríolos. 

- Cloroplastos sem retículo endoplasmático externo, com tilacoides não empilhados. 

- Pigmentos ficobiliproteínas (que lhes dão a cor vermelha). 

- Armazenam florídeo-amido (um tipo de amido altamente ramificado) fora dos plastídios. 

Importância Ecológica e Econômica

- Recifes de coral: Algumas espécies (como as algas coralinas) secretam carbonato de cálcio, ajudando a formar recifes. 

- Alimentação humana: Algas como dulse (Palmaria palmata) e nori (usado em sushi) são consumidas nas Américas, Europa e principalmente na Ásia. 

- Produtos industriais: Agar-agar e carragenana (usados como espessantes em alimentos). 

Evolução e Diversidade

- Surgiram por endossimbiose primária entre uma cianobactéria fotossintética e um eucarionte primitivo. 

- Deram origem, via endossimbiose secundária, a outros grupos como Haptophyta, Heterokontophyta (algas pardas) e Alveolata. 

- Dividem-se em: 

- Cyanidiophyceae: Unicelulares, termoacidófilas (fontes termais ácidas). 

- SCRP (Stylonematophyceae, Compsopogonophyceae, etc.): Microalgas de água doce e marinha. 

- BF (Bangiophyceae e Florideophyceae): Macroalgas marinhas (até 2 metros de comprimento). 

Classificação Taxonômica

- Tradicionalmente agrupadas no Archaeplastida (com algas verdes e glaucófitas). 

- Ainda há debate sobre sua posição exata na árvore da vida. 

Curiosidades

- Algumas vivem em águas profundas, mas isso não se deve apenas à adaptação pigmentar (já que algas verdes também são encontradas em profundidade).

- Podem ser parasitas de outras algas vermelhas.

Resumindo, as algas vermelhas são fundamentais para ecossistemas marinhos, têm aplicações industriais e uma história evolutiva fascinante.

MICOLOGIA II AULA PRÁTICA

AULA PRÁTICA DE FUNGOS E LIQUENS 

 
Características básicas do reino dos fungos 

Eucariotos 
Heterotróficos 
Digestão extracelular e extracorpórea (secretam exoenzimas que digerem a matéria orgânica e absorvem os nutrientes por difusão facilitada e transporte ativo) 
Paredes celulares com reforço de quitina
Membrana plasmática com ergosterol
Unicelulares ex.: leveduras
Multicelulares fungos filamentosos
Hifas: estruturas semelhantes a fios que se formam o micélio 
O corpo é um talo: 
Estrutura corporal: micélio reprodutivo e micélio vegetativo

Tipos de simbiose: 
Mutualismo: liquens (ascomicota, basidiomicota e cianobacterias)
Comensalismo: fungos da pele 
Parasitismo: fungos patogênicos

O que é Micorrantiza e Parasitismo? fungo de raiz-mutualismo, as plantas fornecem nutrientes ao fungo, enquanto o fungo ajuda a planta a absorver mais minerais auxiliando com seus filamentos extras, as hifas.

LIQUENS

Hoje apresento como proposta uma aula prática de microscopia ótica com líquens. É uma aula fácil de ser feita e que os alunos gostam muito, pois vemos seres vivos microscópicos que antes muitos da turma não conheciam. Essa aula precisa, é claro, de um microscópio ótico (hoje em dia muitas escolas, mesmo as públicas que já fiz estágio, possuem esse equipamento), mas todos os outros materiais não custam quase nada.

Essa aula pode ser feita em diversas disciplinas, como microbiologia, filogenia, ficologia, protistas, etc; mas é importante que os alunos saibam antes da prática alguns conceitos básicos sobre os líquens, como são formados (os organismos que fazem parte dessa associação), quais os tipos e sua importância ecológica.

De maneira sucinta, os liquens são uma associação simbiótica entre um organismo fotossintetizante, alga verde ou cianobactéria e um organismo heterotrófico, um fungo. 

Nessa relação, o organismo autotrófico (chamado fotobionte) fornece matéria orgânica ao fungo, visto que ele realiza fotossíntese, já o fungo por sua vez (chamado micobionte) fornecem abrigo e proteção. Essa união do fotobionte mais micobionte forma um talo, ou seja, o líquen. 

Veja imagens abaixo que representam a estrutura básica dos liquens:

liquen_esquema


Ao fim do post eu coloco um link para um texto sobre liquens, com várias fotos e mais informações que você, professor e aluno, podem acessar para saber mais do assunto.

Quais os materiais que precisamos? Vamos à lista:

– microscópio ótico;

– lâminas e lamínulas de vidro;

– copo ou béquer com água e detergente, devidamente identificados para lavagem das lâminas e lamínulas;



1) copo com água;

2) pipeta de plástico;

3) pinça;

4) líquens de diversas formas, tamanhos e texturas: procure manusear o material sempre com muito cuidado, utilize luvas e não leve às mãos aos olhos, boca e nariz;

5) papel toalha e álcool doméstico para limpeza da bancada.

6) bisturi ou lâminas de gilete para cortar as amostras.

É importante que o professor colete vários tipos de líquens (como os que estão no material de apoio que coloco ao fim do post) para que os alunos reconheçam a diversidade desses seres vivos; é interessante que o professor leve os alunos para a coleta desses materiais, de preferência em locais mais úmidos e sem poluição, como bosques, praças e jardins.

Depois da coleta e de organizar todos os materiais é hora de preparar e observar a lâmina ao microscópio, conforme esquema abaixo:

montagem-lamina-liquen



No fim do post eu também coloco uma breve aula explicando o uso do microscópio ótico, com dicas importantes para o professor passar aos alunos antes do manuseio do equipamento, que é muito delicado e caro.

Depois da aula, como podemos avaliar o desempenho dos alunos? O professor poderá pedir um relatório de aula prática, pedindo aos alunos que descrevam as etapas realizadas durante a montagem e observação da lâmina. Porém, alguns pontos são importantes de serem avaliados como, por exemplo, a identificação das partes do líquen (fotobionte e ficobionte) e a identificação das hifas do fungo e das células fotossintéticas. O professor pode pedir aos alunos que desenhem o que conseguiram observar durante a atividade.

Alguns alunos conseguem preparar e observar as lâminas mais rapidamente do que outros, por isso é importante que o professor dê tempo para que os alunos se familiarizem com as etapas de montagem e observação dos materiais.

Espero que os professores façam essas aulas e que os alunos aproveitem a oportunidade para o aprendizado!

Acesse aqui nesse link (microscopia-otica_coruja-biologa) a aula sobre manuseio e importância do microscópio ótico.

Bolor



Bibliografia

COLÁGENO

 Colágenos, e seus  Tipos



O que é Colágeno?

O colágeno é a proteína mais abundante no corpo humano, representando cerca de 25-30% de todas as proteínas. Ele é um componente estrutural essencial, responsável pela resistência, elasticidade e regeneração de tecidos como pele, ossos, cartilagens, tendões e vasos sanguíneos. 

Estrutura do Colágeno

- Composto por cadeias de aminoácidos, principalmente glicina, prolina e hidroxiprolina. 
- Organiza-se em fibras que formam uma rede resistente, proporcionando sustentação e flexibilidade aos tecidos. 

Onde o Colágeno Aparece no Organismo?

1. Pele
- Função: Mantém a firmeza e elasticidade, prevenindo rugas e flacidez. 
- Problemas com a diminuição: Envelhecimento cutâneo (perda de colágeno começa por volta dos 25 anos). 

2. Ossos e Cartilagens
- Função: Garante a resistência óssea e a flexibilidade das articulações. 
- Problemas com a diminuição: Osteoporose e artrose. 

3. Tendões e Ligamentos
- Função: Conecta músculos aos ossos (tendões) e estabiliza articulações (ligamentos). 

4. Músculos e Vasos Sanguíneos
- Função: Ajuda na contração muscular e na integridade das artérias. 

5. Cabelos e Unhas
- Função: Fortalece a estrutura capilar e das unhas. 

Tipos Principais de Colágeno
Existem 28 tipos de colágeno, mas os mais importantes são: 


- Tipo I: Pele, ossos, tendões (90% do colágeno corporal). 
- Tipo II: Cartilagens (presente em suplementos para articulações). 
- Tipo III: Pele, vasos sanguíneos e órgãos internos. 
- Tipo IV: Membranas basais (fíltro em rins e pulmões). 

Fontes de Colágeno

1. Produção Natural do Corpo
- Depende de nutrientes como vitamina C, zinco, cobre e proteínas. 

2. Alimentos
- Fontes animais: Caldo de ossos, carne, peixe, gelatina. 
- Fontes vegetais (precursores): Feijão, lentilha, nozes (estimulam a produção). 

3. Suplementos
- Colágeno hidrolisado (mais absorvível) e verisol (para pele). 

4. Tratamentos Estéticos
- Preenchedores (ácido hialurônico + colágeno) e lasers que estimulam sua produção. 

O que Acontece Quando Falta Colágeno?
- Pele: Rugas, flacidez e ressecamento. 
- Articulações: Dor e rigidez. 
- Ossos: Fragilidade e risco de fraturas. 
- Cabelos e unhas: Quebra e enfraquecimento. 

Como Preservar o Colágeno?
✔ Dieta rica em proteínas e vitamina C (frutas cítricas, pimentões). 
✔ Evitar excesso de sol e cigarro (que degradam o colágeno). 
✔ Exercícios físicos (estimulam a síntese). 
✔ Suplementação (se necessário, após os 30 anos). 

O colágeno é uma proteína vital para a estrutura e rejuvenescimento do corpo. Sua produção diminui com a idade, mas há como repor via alimentação, suplementos e cuidados preventivos.

***
O colágeno tipo I forma fibras largas com o agrupamento das fibrilas, e está presente em quase todos os tecidos conjuntivos, como nos ossos, na pele, nos tendões e ligamentos, nas paredes vasculares, no fígado e na esclera ocular, na córnea, na membrana limitante interna da retina, nos vasos retinianos e na interface do corpo vítreo (humor vítreo) com a retina, etc. Constitui cerca de 90% dos tipos de colágeno. Associa-se com os colágenos III e V constituindo fibras com fibrilas heterotípicas, usualmente observadas na matriz extracelular de osso, tendões e ligamentos.

O do tipo II, fibrilar, constitui fibras finas, e é encontrado especialmente na cartilagem (80-90% da matriz da cartilagem), nos discos intervertebrais e no humor vítreo (corpo vítreo) na câmara posterior do globo ocular, na interface do corpo vítreo com a retina, assim como nos vasos da retina. Associa-se com o colágeno tipo XI e faz ligações cruzadas covalentes com o colágeno IX, além de interagir com proteoglicanas.

O colágeno tipo III, caracteriza-se por fibras finas e tende a associar-se com o colágeno tipo I, formando com este, fibrilas heterotípicas, tendo, assim, a mesma distribuição que a do colágeno tipo I. Constitui importante componente das chamadas fibras reticulares observadas na derme e na parede dos vasos e no estroma dos órgãos como os pulmões, rins, fígado, baço, tubo digestivo, etc. Igualmente está presente na esclera e na córnea e nos vasos retinianos.

O do tipo IV, não forma fibrilas e constitui redes que estão presentes, especialmente, nas membranas basais, que separam os epitélios do estroma conjuntivo associado. O colágeno tipo IV nas membranas basais associa-se com outras moléculas, como os colágenos tipos XV e XVIII, e com proteínas não colagênicas como a laminina, a entactina (nidogênios 1 e 2), e as proteoglicanas perlecana e agrina.

O colágeno tipo V, caracteriza-se por fibrilas, que se unem aos colágenos tipo I e tipo III formando fibrilas heterotípicas, tendo, assim, ampla distribuição como a do colágeno tipo I, além de também estar nos pelos, nas unhas, no corpo vítreo (humor vítreo ocular), na interface do corpo vítreo com a retina, nos vasos da retina, na esclera e na córnea, nos ossos, no fígado, pulmões, e na placenta. Também dispõem-se como finas redes ao redor de células, nos tecidos musculares lisos (pericelular) e estriados (no endomísio).

O do tipo VI forma microfibrilas com domínios globulares, que se dispõem entre os feixes de fibrilas dos colágenos tipos I e III, unindo-as. Também interage com o colágeno tipo II e a proteoglicana decorina. As microfibrilas do colágeno tipo VI são estabilizadas por meio de ligações não covalentes com a glicosaminoglicana hialuronana (ácido hialurônico). Sua distribuição acompanha as dos colágenos tipos I, II e III, podendo-se citar: a cartilagem, discos intervertebrais, aorta, pele, placenta, útero, fígado, tendão, córnea, o corpo vítreo (humor vítreo ocular), na membrana basal da retina (membrana limitante interna), na íris e no corpo ciliar, nos vasos retinianos, etc.

O colágeno do tipo VII é formado por finas e curtas fibrilas, as fibrilas ancorantes, que unem a membrana basal da pele com o conjuntivo na derme; a membrana basal do epitélio estratificado escamoso com a lâmina própria da mucosa oral; a membrana basal do epitélio da mucosa uterina com o córion, etc. Também está presente em várias camadas da retina. Como fibrilas ancorantes une-se com os colágenos I e III.

O do tipo VIII, de cadeia curta, em rede hexagonal, é encontrado no tecido conjuntivo subendotelial de grandes vasos sanguíneos, assim como em arteríolas e vênulas (nos músculos estriados esqueléticos e cardíaco, rins, baço, fígado e pulmões, etc); nos olhos (membrana de Descemet da córnea, na rede trabecular, na parede do canal de Schlemm, na membrana de Bruch, no estroma coroidal, na esclera, nas placas cribriformes dos nervos ópticos, e na íntima da artéria central da retina ) e no pericôndrio.

O colágeno tipo IX é fibrilar e associa-se com fibrilas do colágeno tipo II, estando, assim, presente na cartilagem, discos intervertebrais, e no humor vítreo (corpo vítreo) da câmara posterior ocular, na interface do corpo vítreo com a retina, nos vasos retinianos e na córnea.

O do tipo X é encontrado nas zonas de ossificação endocondral e nas áreas de neoformação óssea, secundárias aos processos inflamatórios e degenerativos osteoarticulares e no reparo das fraturas, assim como em zonas com hiperplasia da cartilagem.

O colágeno tipo XI é fibrilar, também associa-se com o colágeno tipo II, na cartilagem, e nos discos intervertebrais, formando fibrilas heterotípicas. Igualmente está presente na traqueia, tendões, ossos esponjosos, músculo esuqelético, placenta, pulmões, no cérebro, no corpo vítro (humor vítreo) ocular e na interface do corpo vítreo com a retina.

O do tipo XII é fibrilar e associa-se com fibrilas do colágeno tipo I e está presente na musculatura estriada esquelética, na pele, pericôndrio, periósteo, ligamentos e tendões, pulmões, fígado, placenta, paredes vasculares, etc. Interage com glicoproteínas da matriz, como a decorina, fibromodulina e a tenascina.

O colágeno tipo XIII é de localização transmembrana celular e envolvido na adesão celular, sendo observado na pele, olhos, coração, células endoteliais e nas junções neuromusculares. Sua expressão é maior durante o desenvolvimento e no crescimento pós-natal. Interage com várias moléculas da matriz, como a fibronectina, perlecana, nidogênio 2, vitronectina, colágeno IV e com integrinas.

O do tipo XIV associa-se com fibrilas do colágeno tipo I e tem distribuição semelhante às dos colágenos tipos I e XII. Também é observado na pele, tendões, cartilagem articular, córnea. Predomina em tecidos com alto estresse mecânico.

O colágeno tipo XV é observado na membrana basal especializada em olhos, músculos estriados esqueléticos, capilares, testículos, coração, rins, pâncreas. Tem sido detectado associado com células musculares lisas, células endoteliais, lipócitos e células de Schwann, nos intestinos delgado e grosso, ovário, assim como com o colágeno fibrilar na pele e na placenta, por exemplo.

O do tipo XVI encontra-se na pele, em associação com componente microfibrilar rico em fibrilina, em áreas próximas da membrana basal (derme papilar) e na junção dermoepidérmica, e associa-se também com fibrilas de colágeno tipo II na cartilagem. Liga-se também com o colágeno XI e a fibronectina. Igualmente é encontrado no coração, intestinos, rins e paredes arteriais. Nos intestinos é produzido por miofibroblastos subepiteliais, onde contribui para a estabilidade e manutenção da membrana basal, sendo a sua síntese aumentada nas doenças inflamatórias intestinais. É produzido igualmente por neurônios dos gânglios das raízes dorsais dos nervos espinhais, depositando-se-na matriz ganglionar e dispondo-se ao redor dos neurônios.

O colágeno tipo XVII localiza-se nos hemidesmossomos dos epitélios na pele, nas membranas mucosas, e nos olhos. Estabiliza a adesão das células epiteliais com a matriz extracelular. Liga-se com a laminina e integrinas.

O do tipo XVIII encontra-se nas membranas basais (da cápsula de Bowman, dos capilares glomerulares, dos túbulos renais, dos alvéolos pulmonares, dos brônquios, nervos periféricos, da pele), no fígado, na matriz mesangial dos glomérulos renais, pulmões, musculatura esquelética, testículos, nos vasos da retina e na interface do corpo vítreo (humor vítreo) com a retina e na membrana limitante interna da retina e nos vasos retinianos. Está envolvido com o desenvolvimento dos olhos e com a manutenção da integridade das membranas basais. Regula a adipogênese e a manutenção e a função dos depósitos de tecido adiposo no organismo.

O colágeno tipo XIX é observado nas membranas basais em mamas, cólon, rins, fígado, placenta, próstata, músculo esquelético, pele e baço.

O do tipo XX forma pontes com os colágenos fibrilares tipos XII e XIV. É o mais prevalente na córnea. É detectado na pele do embrião, na cartilagem esternal e nos tendões.

O colágeno tipo XXI parece ser importante na estruturação da rede vascular. É visto no coração, estômago, jejuno, rins, pulmões, músculo esquelético, pâncreas, linfonodos e placenta.

O do tipo XXII predomina no coração e músculos esqueléticos. Tem sido descrito em junções teciduais, como as miotendinosas, que são os locais onde os músculos exercem a maior força de tração nos tendões. 

O colágeno tipo XXIII é descrito nos pulmões, coração, pele, tendões, córnea, retina, rins e placenta.

O do tipo XXIV é colágeno fibrilar encontrado nos ossos em formação, assim como na córnea, cérebro, músculos, rins, baço, fígado, pulmões, testículos, e ovário.

O colágeno tipo XXV é de membranas celulares e expresso em neurônios no cérebro, assim como em células no coração, testículos e olhos.

O do tipo XXVI é visto especialmente nos testículos e ovários de adultos e tem alta expressão durante o desenvolvimento dos tecidos reprodutores (testículos e ovários) nos neonatos.

O colágeno tipo XXVII está presente na cartilagem de adultos. Durante o desenvolvimento a sua expressão é alta nos ossos, na ossificação endocondral, especialmente nas áreas com hipertrofia da cartilagem nos centros primários de ossificação e nas placas epifisárias (placas de crescimento).

O do tipo XXVIII predomina nos nervos periféricos ao redor de células gliais não mielinizantes e nos gânglios nervosos da raiz dorsal dos nervos espinhais. Também é observado nos nós de Ranvier e na pele que reveste a calvária (calota craniana).

O colágeno tipo XXIX é importante para a integridade, coesão, dos epitélios, sendo observado relacionado com a epiderme, assim como com os epitélios do pulmão e dos intestinos delgado e grosso. Na dermatite atópica há a falta da expressão do colágeno XXIX, especialmente nas camadas mais externas da epiderme. O colágeno XXIX pertence ao grupo de colágenos com domínio tipo A (vWA) do fator de von Willebrand. Estes colágenos formam filamentos com domínios globulares contendo motivos vWA, e estão envolvidos nas interações de proteínas-ligantes, importantes na organização arquitetural dos tecidos e na adesão celular.

A reunião dos componentes da matriz extracelular permite observar por meio de estudos imuno-histoquímicos das proteínas colagênicas da MEC, que ocorre um heteropolimerismo resultante de diferentes tipos de colágeno em uma única fibrila. Assim, há ligações cruzadas entre os colágenos tipos I e V; tipos I e II; tipos II e IX; tipos II e XI; tipos I e III, formando-se fibrilas heterotípicas.




Fonte



Atualizado em 18/V/2025

SISTEMA ENDÓCRINO

 SISTEMA ENDÓCRINO




Excreção Renal: Definição e Importância

A excreção renal é o processo pelo qual os rins filtram o sangue, removendo substâncias tóxicas, excesso de sais, água e resíduos do metabolismo, eliminando-os pela urina. Esse mecanismo é essencial para manter o equilíbrio hidroeletrolítico (homeostase) e o pH do sangue, além de regular a pressão arterial. 

Como Ocorre a Excreção Renal?

A excreção renal acontece em três etapas principais: 

1. Filtração Glomerular

- O sangue chega aos rins pelas artérias renais e passa pelos glomérulos (estruturas microscópicas no néfron, a unidade funcional do rim). 

- Nessa fase, água, sais minerais, glicose, aminoácidos e resíduos (como ureia e creatinina) são filtrados, formando o filtrado glomerular.

2. Reabsorção Tubular

- No túbulo renal, substâncias úteis (como glicose, íons e água) são reabsorvidas e devolvidas ao sangue. 

- Cerca de 99% do filtrado glomerular é reabsorvido, enquanto apenas 1% é excretado como urina. 

3. Secreção Tubular

- Substâncias que não foram filtradas inicialmente (como íons de hidrogênio, potássio e algumas drogas) são ativamente secretadas do sangue para o túbulo renal. 

- Essa etapa ajuda a regular o pH sanguíneo e eliminar toxinas. 


Substâncias Excretadas pelos Rins

- Resíduos nitrogenados: Ureia, creatinina e ácido úrico (produtos do metabolismo de proteínas). 

- Eletrólitos em excesso: Sódio, potássio, cloro e bicarbonato. 

- Toxinas e drogas: Medicamentos, produtos químicos e substâncias estranhas ao corpo. 

- Água em excesso: Regulando o volume de líquidos corporais. 

Funções Além da Excreção

Além de eliminar resíduos, os rins também: 

- Produzem eritropoetina (hormônio que estimula a produção de glóbulos vermelhos). 

- Ativam a vitamina D (importante para o cálcio e saúde óssea). 

- Regulam a pressão arterial através do controle de líquidos e da secreção de renina. 

A excreção renal é um processo vital para a desintoxicação do organismo, mantendo o equilíbrio químico do sangue e prevenindo o acúmulo de substâncias prejudiciais. Quando os rins não funcionam adequadamente (como na insuficiência renal), resíduos tóxicos se acumulam, exigendo intervenções como diálise ou transplante. 





O Sistema Renina-Angiotensina corresponde a um complexo sistema hormonal, cujo papel fundamental está relacionado com a homeostasia hidroeletrolítica do organismo e o controle da pressão arterial. Esse sistema endócrino promove a produção de angiotensina II, a qual exerce seus efeitos pela interação com receptores específicos. O conceito clássico do sistema renina angiotensina circulante está sendo modificado, pois tem sido demonstrada a existência de sistemas locais capazes de gerar angiotensinas de forma independente do sistema renina angiotensina circulante em vários tecidos e órgãos. A inibição de alguns receptores auxilia a prevenção e controle de algumas doenças, principalmente cardiovascular.



Sistema Renina Angiotensina

O sistema renina-angiotensina (SRA) circulante é um sistema endócrino que promove a liberação de angiotensina (Ang) II, a qual exerce seus efeitos pela interação com receptores específicos (PEACH, 1977; LEUNG, 2004; PAUL; MEHR; KREUTZ, 2006). A Ang II é gerada pela ação da renina, uma enzima produzida pelos rins, sobre o angiotensinogênio plasmático, produzido pelo fígado, formando o decapeptídeo Ang I (Asp1 -Arg2 -Val3 -Tyr4 -Ile5 -His6 -Pro7 -Phe8 -His9 -Leu10), que é clivado na ligação Phe8 - His9 pela enzima conversora de Ang I, presente em abundância no endotélio pulmonar, liberando o octapeptídeo ativo Ang II (Asp1 -Arg2 -Val3 -Tyr4 -Ile5 -His6 -Pro7 -Phe8 ). A Figura 1 ilustra o SRA com os componentes descritos acima, além de outros que serão apresentados a seguir:


Renina

A  Renina  é  liberada  através  da  estimulação  de receptores β-adrenais pelas células justaglomerulares, pela ↓ do fluxo na A. aferente, pela ↓ NaCl na mácula densa - PGI1, PGE2, Dopamina, Adenosina, NO, Cininas. ↑ PA

A enzima renina é uma glicoproteína de 340 aminoácidos, sendo sintetizada e armazenada sob a forma inativa, denominada pró-renina nas células justaglomerulares dos rins, que são células musculares lisas modificadas localizadas nas paredes das arteríolas aferentes (OLIVEIRA, M et al. 1999). Com a queda de pressão arterial, reações intrínsecas nos próprios rins fazem com que muitas moléculas de pró-renina sejam clivadas liberando a renina. A secreção da renina é controlada por 3 mecanismos: 2 agem predominantemente nos rins (mecanismo de mácula densa e mecanismo barorreceptor infra-renal) e o terceiro que age por meio do SNC (mecanismo do receptor β-adrenérgico).

O mecanismo denominado de feedback negativo de alça curta consiste no fato de que elevações da secreção de renina aumentam a formação de Ang II, que, interagindo com seus receptores renais, inibe a liberação de renina nas células justaglomerulares. O mecanismo de feedback negativo de alça longa consiste na inibição da liberação da renina devido a aumentos da pressão arterial induzidos pela Ang II (JACKSON; GARRISON, 1995).


Enzima Conversora de Angiotensina (ECA) A enzima conversora de angiotensina humana, uma metaloprotease de ligação de membrana, contém 1.278 resíduos de aminoácidos e possui 2 domínios homólogos, cada um com um local catalítico e com uma região de ligação do zinco (SOUBRIER et al., 1988; BERSTEIN et al., 1989). A ECA é encontrada abundantemente no endotélio dos vasos pulmonares (RYAN et al., 1975, 1976) e também no plasma e em diversos tecidos orgânicos como: endotélio vascular (CALDWELL et al., 1976; RYAN et al., 1976), cérebro, placenta, intestino e nos túbulos renais (HALL et al., 1976; ERDÖS; SKIDGEL, 1986; SCHULZ et al., 1988).

Angiotensina I A angiotensina I é um peptídeo de 10 aminoácidos (Asp1 -Arg2 -Val3 -Tyr4 -Ile5 - His6 -Pro7 -Phe8 -His9 -Leu10) desprovido de propriedades vasoconstritoras para produzir alterações funcionais significativas na função circulatória; serve como substrato para vias enzimáticas formadoras de Ang II (PAUL; MEHR; KREUTZ, 2006).

Angiotensina II Pela ação da ECA, há a liberação dos 2 últimos aminoácidos da Ang I (His9 - Leu10), formando a Ang II, um octapeptídeo (Asp1 -Arg2 -Val3 -Tyr4 -Ile5 -His6 -Pro7 -Phe8 ). A Ang II é considerada o principal peptídeo efetor do SRA . Além do seu efeito vasoconstritor e estimulatório sobre a secreção de aldosterona, a Ang II tem uma ação inotrópica e cronotrópica positiva sobre o coração (PEACH, 1977). Em adição aos seus efeitos no sistema cardiovascular, tem-se demonstrado que a Ang II está envolvida em outras funções, tais como mitogênese de fibroblastos da pele, síntese de DNA por células do ligamento periodontal, regulação da formação óssea, crescimento celular, apoptose, geração de espécies reativas ao oxigênio, secreção hormonal, ações prófibrogenéticas, tônus vascular e indução da liberação de prostaglandina E2 (PGE2) em fibroblastos gengivais humanos ( LUNDERGAN et al., 1999; HIRUMA et al., 1997; HAGIWARA et al., 1998; LAMPARTER et al., 1998; LEUNG, 2004; SEGAWA et al , 2003; PAUL; MEHR; KREUTZ, 2006).

Vários estudos têm mostrado a participação de outras enzimas, além da ECA, na geração de Ang II. Também é observado a formação de Ang II de forma independente da ECA na artéria coronária de hamster. Urata et al. (1990a) demonstraram in vitro um duplo caminho para a formação de Ang II em homogenatos de coração humano. Esses autores observaram que aproximadamente 80% da formação total de Ang II associavase à presença de uma serino-protease até então desconhecida, enquanto a atividade formadora de Ang II dependente da ação da ECA era responsável somente por aproximadamente 11% da formação total de Ang II. Esta serino-protease cardíaca foi posteriormente purificada e identificada como um novo membro da família quimase e, desde então, denominada de quimase do coração humano (URATA et al., 1990b).


Receptores da Angiotensina.

A Ang II possui interações com diferentes tipos de receptores, conhecidos como AT1 e AT2. No músculo esquelético vascular, o receptor AT1, membro da família de receptores ligados à proteína G, possui 7 regiões transmembrânicas com 359 aminoácidos, é mediador da angiogênese e possui propriedades vasoconstritoras, enquanto que o receptor AT2 tem 363 aminoácidos, possuindo propriedades vasodilatadoras e inibindo a angiogênese. Os subtipos de receptores AT1 e AT2 apresentam estruturas genômicas e localizações diferentes, e também expressão e regulação específicas para cada tecido. Em quimiorreceptores do corpo da carótida, o receptor AT1 pode mediar a liberação de cálcio intracelular. As funções da Ang II, tais como constrição vascular, proliferação celular e liberação da aldosterona são conhecidas por serem mediadas via receptores AT1.




ECA 
É uma enzima secretada pelas células justaglomerulares quando há uma ↓ da pressão de perfusão renal ou ↓ na [Na+] no túbulo distal que é detectada pela mácula densa. Ela é uma enzima que está ligada na superfície das células endoteliais e abundante no pulmão. Também presente no Coração, Rim, Cerebro, Músculo Esquelético.

ECA2 
Transforma angiotensina I em Angiotensina 1-9 que vira Ang 1-7. Ang II e Ang 1-7 são as mais importantes.

Angiotensinogênio  
Angiotensinogênio pode ser convertido diretamente em agniotensina II, não precisando de angiotensina I - Produzido pelo fígado, tecido adiposo e SNC -  Gene  do  angiotensinogênio  ligado  àhipertensão essencial.

Aldosterona é um hormônio (da família dos mineralocorticoides) sintetizado na zona glomerulosa do córtex das glândulas suprarrenais. Tem como alvo os rins. A sua principal função consiste na regulação do balanço eletrolítico.

A angiotensina II é um importante peptídeo do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA). Esse peptídeo tem um papel importante na regulação da pressão sanguínea e homeostase dos fluidos corporais. Contudo, a sua atuação em condições anormais gera efeitos deletérios ao sistema cardiovascular.





EXERCÍCIOS


1) (Mackenzie/2019-2) Dentro de cada rim humano, há cerca de um milhão de néfrons, consideradas as principais estruturas filtradoras de sangue do corpo humano. O esquema abaixo mostra de forma sucinta as principais partes de um único néfron.


É correto afirmar que em

A) 1 ocorre o processo de filtração glomerular, em que moléculas de grande peso molecular se deslocam, por difusão, dos capilares sanguíneos para o interior da cápsula renal (ou néfrica).
B) 2 se desloca o filtrado glomerular, cuja concentração é superior à concentração da urina, que se forma no final do processo.
C) 3 se desloca o filtrado glomerular que, à medida que se desloca pelo restante dos túbulos renais, vai adquirindo menores quantidades de ureia e ácido úrico.
D) 4, 5 e no tubo coletor, ocorre ação do hormônio antidiurético (ADH), responsável pelo aumento do processo de reabsorção passiva de água.
E) 5 ocorre reabsorção passiva de glicose, aminoácidos e sais minerais contidos no interior do filtrado glomerular.

O hormônio antidiurético (ADH), também chamado de vasopressina, atua no túbulo contornado distal (indicado por 4 na figura) e no tubo coletor (indicado por 5 na figura), estimulando a reabsorção de água, o que reduz o volume de urina.
Resp.: D


2) (Enem/2016) Portadores de diabetes insipidus reclamam da confusão feita pelos profissionais da saúde quanto aos dois tipos de diabetes: mellitus e insipidus. Enquanto o primeiro tipo está associado aos níveis ou à ação da insulina, o segundo não está ligado à deficiência desse hormônio. O diabetes insipidus é caracterizado por um distúrbio na produção ou no funcionamento do hormônio antidiurético (na sigla em inglês, ADH), secretado pela neuro-hipófise para controlar a reabsorção de água pelos túbulos renais.

Tendo em vista o papel funcional do ADH, qual é um sintoma clássico de um paciente acometido por diabetes insipidus?
A) Alta taxa de glicose no sangue.
B) Aumento da pressão arterial.
C) Ganho de massa corporal.
D) Anemia crônica.
E) Desidratação.

No diabetes insipidus, devido a uma menor secreção do hormônio ADH, a pessoa passa a apresentar uma poliúria (aumento do volume de urina), o que pode ocasionar uma desidratação.
Resp.: E

3) (Famerp/2021) Na figura, as letras U, W, X, Y e Z indicam algumas das principais regiões que integram o néfron humano.

Considerando a fisiologia do néfron de uma pessoa saudável, na região

A) Z ocorre a reabsorção de grande quantidade de água para o sangue, facilitada pela ação de um hormônio produzido no hipotálamo.
B) Y existem as mesmas substâncias que são encontradas no plasma sanguíneo, como proteínas, glicose, água e sais.
C) X ocorre a filtração glomerular, que depende da diferença de pressão osmótica entre as artérias e a cápsula.
D) U ocorre a reabsorção de sais minerais, glicose, aminoácidos, ureia e água por transporte ativo.
E) W existem substâncias como os íons e os elementos figurados do sangue, que são reabsorvidos por osmose.

A região indicada por Z corresponde ao tubo coletor. Nesta região, por ação do ADH (produzido pelo hipotálamo e secretado pela neuro-hipófise) ocorre intensa reabsorção de água, o que contribui para aumento da pressão arterial e redução do volume de urina.
Resp.: A



4) (UFRGS/2020) Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, sobre a função renal e a manutenção do equilíbrio hídrico nos seres humanos.
( ) O sangue chega no glomérulo para ser filtrado através da arteríola aferente.
( ) A taxa de filtração glomerular é mantida por um mecanismo autorregulatório que contrai as arteríolas aferentes quando a pressão sanguínea diminui.
( ) A reabsorção de sódio nos rins é controlada pelos hormônios aldosterona e angiotensina.
( ) O hormônio antidiurético (ADH) é liberado pelas glândulas suprarrenais e aumenta a permeabilidade à água da membrana das células dos glomérulos.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
A) V – V – F – V.
B) V – F – V – F.
C) F – F – V – F.
D) F – V – V – F.
E) F – V – F – V.

( V )
( F ) O mecanismo autorregulatório que ocorre é na reabsorção renal. Quando a pressão arterial diminui (ou se a concentração de Na+ no sangue reduz), os rins liberam a enzima renina, que atua sobre o angiotensinogênio, transformando-o em angiotensina. Esse peptídio provoca redução do calibre dos vasos sanguíneos, aumentando a pressão arterial. Ocorre estímulo à produção de aldosterona que, por sua vez, estimula a reabsorção de Na+ nos túbulos renais.
( V )
( F ) O hormônio antidiurético (ADH) é produzido no hipotálamo e eliminado pela neuroipófise.
Resp.: B



5) (UFMG 2010) Um estudo chinês vem anunciando resultados promissores para o desenvolvimento de um anticoncepcional para homens. O tratamento, com eficácia de 99%, consiste em aplicar-se, no interessado, uma injeção mensal de testosterona. (Folha de S.Paulo, 8 maio 2009. (Adaptado). Analise estas figuras:



Considerando-se essas informações e outros conhecimentos sobre o assunto, é CORRETO afirmar que a testosterona injetada:

A) Age sobre os túbulos seminíferos, inibindo a espermatogênese.
B) Bloqueia diretamente as funções das células de Leydig.
C) Inibe a liberação dos hormônios LH e FSH pela hipófise.
D) Reduz a produção de gonadotrofinas na glândula pineal.
E) Inibe a produção de colesterol e consequentemente a redução de testosterona.

C) Inibe a liberação dos hormônios LH e FSH pela hipófise.











Bibliografia



http://faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/SGJC8XvOlOSnlqu_2013-6-21-15-53-22.pdf

https://www.vestibulandoweb.com.br/educacao/biologia/questoes-sistema-excretor/

https://www.anatomiaemfoco.com.br/sistema-urinario/rins/nefrons/

https://pebmed.com.br/o-sistema-renina-angiotensina-aldosterona-versus-a-infeccao-pelo-coronavirus-2019/

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http://arquivobioqui.blogspot.com/2015/11/controle-hormonal-da-espermatogenese.html

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https://docente.ifrn.edu.br/carlosbezerra/listas-de-exercicios/fisiologia/fisiologia-humana-2013-sistema-nervoso-2013-arco-reflexo