terça-feira, 4 de outubro de 2016

EVOLUÇÃO DAS PLANTAS TERRESTRES E PROBLEMAS SURGIDOS NA TRANSIÇÃO DO AMBIENTE AQUÁTICO PARA O AMBIENTE TERRESTRE

EVOLUÇÃO DAS PLANTAS TERRESTRES 

Coluna geológica mostrando os grupos de organismos já estudados nessa cadeira. Note a história geológica das plantas e o tempo que elas estão presentes no registro fóssil. 

Enquanto estuda esse diagrama pense sobre que problemas os vegetais tiveram que enfrentar para deixar a água e conquistarem o ambiente terrestre. Na água a temperatura é mais estável, não há perigo da radiação esterelizante (UVa e UVb), nem há perigo de proteger-se contra a desidratação, o alimento esta disponível por todos os lados e não há necessidade de transportar os nutrientes pois cada célula pode absorver do meio o que esta necessitando para fazer fotossíntese; os gametas podem ser lançados na água sem perigo de desidratarem. Assim, as plantas necessitaram adaptar-se para enfrentar esse novo ambiente (terrestre) que é um meio seco, não aquático, com pouca água na maior parte do tempo, e com grande amplitude térmica ao longo do dia e ao longo do ano.

PROBLEMAS ENFRENTADOS PELAS PLANTAS: ADAPTAÇÕES DOS VEGETAIS À VIDA TERRESTRE


1) Obtenção de água e prevenção da desidratação
2) Transporte de água e nutrientes do solo para as folhas, tecidos aéreos.
3) Trocas gasosas (por muito tempo exigiu superfícies úmidas)
4) Variação términa diária e sazonal
5) Gravidade 
6) Reprodução: os gametas necessitam de ambiente aquoso para se deslocarem uma vez que são flagelados.
Assim, por milhões de anos as algas permaneceram na água (salgada ou doce) sem ter necessidade de explorarem novos ambientes. Entretanto, por volta de 570 a 440 milhões de anos atrás, as algas empreenderam um caminho em direção à terra firme. Para isso muitas adaptações surgiram e as mais bem adaptadas e melhores sobreviveram e deixaram descendentes. 
Dentre as adaptações que podemos observar nas plantas para enfrentar o meio terrestre estão:

1. Cutícula
cobertura de cera dos talos, folhas e caules que impede ou minimiza a perda de água.

2. Estômatos 
aberturas na superfície corporal por onde se realizam as trocas gasosas, cuja abertura e fechamento podem ser reguladas, evitando assim, a excessiva perda de água pelo vegetal.

3. Tecidos verdadeiros

Tecidos como: 
Meristema apical - responsável pela produção dos outros tecidos e pelo crescimento
Esclerênquima - tecido de sustentação 
Parênquima - tecido de preenchimento e armazenamento, além dos
vasos condutores de seiva (Xilena e Floema)
Xilema - transporte de seiva bruta (água e sais) das raízes onde são absorvidos para as folhas, onde ocorre a fotossíntese; 
Floema - transporte da seiva elaborada (fotossintatos) das folhas para todo o corpo da planta, além de 
Órgãos como: raízes verdadeiras e caules reforçados (com Lignina) e folhas. 

As raízes mantém o vegetal fixo ao solo e absorvem água e sais minerais; os vasos condutores transportam água e nutrientes  minerais para toda planta e os nutrientes orgânicos sintetizados nas partes verdes (fotossintatos) são transportados para todo o corpo da planta. 

Tecidos de sustentação (esclerênquima) resistente para enfrentar a gravidade do planeta e manter o crescimento vertical. As folhas são expansões de tecido parenquimático especializado em realizar fotossíntese, sintetizando todas as substâncias orgânicas de que a planta necessita para sobreviver e se reproduzir.

4. Gametas, Esporos e Sementes 
Como as plantas são fixas ao solo necessitam de uma estratégia de dispersão de seus gametas e zigotos. Essas estruturas (esporos e sementes) são especializadas na dispersão e colonização de novos ambientes. Há também a necessidade de proteção dos gametas (que devem ser mantidos úmidos dentro dos tecidos vegetais).
 
Fonte da figura: 
Google image - (modificado para colocar nesse blog)

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